ENTRETENIMENTO

Prensa móvel: antes dela, os livros eram “impressos” à mão

Inventada originalmente na China, mas popularizada por Gutenberg, a prensa móvel marcou o fim das cópias de livros feitas à mão

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Antes da invenção da prensa móvel, os livros eram escritos todos á mão. FOTO: Reprodução/Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 15/09/2016 às 18:03
Atualizado às 18:29

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É isso mesmo. Antigamente, os livros eram escritos à mão por monges e, como tinham que ser redigidos página por página, um único exemplar demorava um tempão para ficar pronto. Com o advento da prensa de tipos móveis, tudo ficou – um pouco – mais fácil. E, principalmente, mais rápido.

prensa móvel, fundo branco

Antes da invenção da prensa móvel, os livros eram escritos todos á mão. FOTO: Reprodução/Shutterstock Images

Dando adeus às cópias à mão

Foi em meados de 1450 que Johannes Gutenberg apresentou ao mundo a prensa móvel, que utilizava os tipos – pequenas peças de metal com as letras em alto relevo – para impressão, tornando o processo mais rápido. Além de ser considerada a invenção mais influente do segundo milênio – já que revolucionou o modo de difusão do conhecimento e da comunicação por suportes impressos mundo afora -, a prensa serviu de base para o desenvolvimento de máquinas impressoras cada vez mais modernas e rápidas, que hoje são largamente utilizadas em diversas gráficas.

Livro Sagrado

Depois de alguns anos de trabalho aperfeiçoando o equipamento, Gutenberg resolveu testar seu invento. E a primeira e mais famosa obra literária impressa por ele em sua prensa móvel foi a Bíblia Sagrada de 42 linhas, duas colunas e mais de 1.280 páginas.

bíblia, capa marrom, cruz

A bíblia foi o primeiro livro a ser impresso por Gutenberg na prensa móvel. FOTO: Reprodução/iStock.com e Getty Images

Made in China

Apesar de sua invenção ser atribuída a Johannes Gutenberg, a prensa móvel já era usada muito antes de o alemão nascer: estima-se que o processo tenha surgido na China no século VIII. Contudo, os chineses talhavam as letras em blocos de madeira, o que dificultava o uso de muita pressão para grafar os caracteres no papel e comprometendo a durabilidade dos tipos móveis. Gutenberg aperfeiçoou o processo, utilizando peças de metal como suporte para as letras, o que permitiu que o processo ficasse mais rápido e que o equipamento não quebrasse precocemente.

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Texto: Da Redação