ENTRETENIMENTO

Cérebro dos médiuns já foi mapeado por cientistas. Entenda!

Um complexo estudo que envolveu universidades internacionais arriscou mapear o cérebro dos médiuns. Conheça algumas de suas descobertas

None
FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 12/12/2016 às 15:31
Atualizado às 15:58

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Uma das pesquisas mais relevantes que tentou mapear o cérebro dos médiuns foi divulgada em 2012, e envolveu diversos cientistas como Andrew Newberg, da Universidade Thomas Jefferson, da Filadélfia (EUA), e Julio Peres, professor da Universidade de São Paulo (USP). Ao mapearem certas regiões cerebrais, a pesquisa notou que áreas mais ligadas à linguagem obtiveram um desempenho abaixo do esperado durante o transe.

cérebro azul mapeado, aparência de radiografia

FOTO: iStock.com/Getty Images

Cérebro dos médiuns durante o transe

Um dos pontos mais interessantes observados pelo estudo do qual fizeram parte Andrew Newberg, da Universidade Thomas Jefferson, da Filadélfia (EUA), e Julio Peres, professor da Universidade de São Paulo (USP) foi a questão da produção escrita fora do estado de transe, comparada posteriormente com as palavras escritas ao psicografar, e a atividade cerebral durante esses dois momentos.

Os médiuns analisados escreveram textos complexos e caprichados. “Quando se escreve, as regiões do cérebro responsáveis pelo processamento psicolinguístico e sensoriomotor – que incluem áreas como o giro temporal superior (localizado na superfície do lobo temporal), o cúlmen, o córtex cingulado anterior e o hipocampo – são ativadas”, comenta o neurologista Martin Portner.

Porém, surpreendentemente, ao observar o cérebro dos médiuns durante o transe, não foi isso que aconteceu. “Os médiuns experimentados demonstraram desativação dessas mesmas áreas. Em outras palavras, as zonas cerebrais necessárias para escrever textos genéricos estavam ativas durante a escrita normal, mas inativadas para as mensagens psicografadas”, relata o especialista.

O neurocientista Aristides Brito ressalta ainda que isso pode, sim, ser um indicativo de mediunidade, mas que tal observação também já ocorreu em estudos que observam o cérebro durante a meditação, por exemplo.

LEIA TAMBÉM

Consultorias: Aristides Brito, neurocientista e diretor do Marca Pessoal Treinamentos; Marta Antunes Moura, vice-presidente da Federação Espirita Brasileira (FEB); Martin Portner, neurologista, escritor e palestrante;
Vanessa Corredato, mestre em psicologia e membro do Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais (Inter Psi) da Universidade de São Paulo (USP).