Tratamento do câncer de pele: entenda como a doença aparece e como evitá-la!

A doença é mais comum do que muita gente pensa. Descubra quais sinais devem ser observados e, na dúvida, procure um dermatologista!

por Redação Alto Astral
Publicado em 07/12/2017 às 09:00
Atualizado às 10:43

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O câncer de pele é uma doença que pode atingir qualquer pessoa em qualquer idade. Por isso, é importante tomar os cuidados necessários de prevenção e ficar atento aos sinais incomuns que podem surgir durante o desenvolvimento do tumor. O oncologista Geraldo Felício explica que a principal causa da doença é a exposição excessiva aos raios solares. “A pele é o maior órgão do corpo e fica mais exposta à fatores ambientais. Os raios ultravioletas (UV) incidem nas células e geram mutações que podem desencadear o câncer”, completa. Entenda como acontece o tratamento do câncer de pele!

Os tipos mais comuns

Não-melanoma: atinge as células localizadas na parte mais superficial da pele como as basais e escamosas.

Melanoma: se origina nos melanócitos, células que produzem melanina e são mais profundas. “Esse tipo apresenta mais risco de se espalhar para outros órgãos do corpo”, aponta Geraldo.

Como evitar?

Essa etapa não tem segredo! A melhor forma de prevenir o desenvolvimento da doença é não se expor à radiação solar. Segundo a oncologista Glaucia Simioni, é preciso evitar o sol ao máximo e, quando não for possível, aplicar o bloqueador na pele para se proteger. Confira algumas recomendações:

  • Aplicar uma camada espessa de filtro solar (fator 30, no mínimo) no corpo;
  • Não tomar sol (em praias ou piscinas) entre 10h e 16h.
  • Não ficar perto de superfícies refletoras como água, areia ou vidro;
  • Usar chapéu ou boné para proteger o rosto;
  • Ficar embaixo do guarda-sol e usar óculos escuros (previne a catarata).

“É preciso reaplicar o bloqueador solar a cada duas horas, pois, com o passar do tempo, o fator de proteção (FPS) vai perdendo a força. Se entrar na água ou transpirar muito, tem que aplicar de novo também”, Glaucia Simioni, oncologista


Como identificar?

Os oncologistas recomendam muita atenção com as irregularidades como manchas diferentes e pintas disformes. “É preciso saber o A, B, C, D e E da pele”, diz Glaucia.

  • “A” de assimetria: quando o formato não é proporcional;
  • “B” de bordas: conferir se as bordas acompanham o formato da pinta/mancha;
  • “C” de cor: sinais de cores variadas e incomuns;
  • “D” de diâmetro: maiores que 5 milímetros são perigosas;
  • “E” de elevação: quando ficam mais altas que a pele;

Geraldo também destaca as feridas que demoram muito tempo ou não cicatrizam. Faça o autoexame e veja se sua pele apresenta alguma irregularidade.

Tratamento

  • Cirurgia de retirada do tumor: pode ser feita pelo método de congelamento ou extração com corte.
  • Quimioterapia: uso de medicamentos para eliminar as células cancerosas.
  • Radioterapia: utiliza raios de alta energia que matam as célular ou fazem o tumor encolher.
  • Imunoterapia: utiliza compostos pesados aplicados por injeção para previnir o retorno do melanoma.

Protetor solar

É essencial criar o hábito de aplicar o protetor solar diariamente. Em ambientes fechados, as luzes emitidas pelas lâmpadas também lesionam a pele. A recomendação da oncologista é escolher um produto com UVA – protege contra o envelhecimento pois penetra mais – e com UVB – previne o câncer bloqueando comprimentos específicos de onda. Pessoas que são mais brancas, se queimam facilmente, posssuem sardas ou multiplas pintas ou têm dificuldade de se bronzear estão mais propensas a desenvolver câncer de pele. Mas, indenpendente disso, todos devem se proteger!

Texto: Redação Alto Astral | ConsultoriaGeraldo Felício da Cunha Junior, oncologista; Glaucia Simioni, oncologista e professora da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo

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