Descubra os bairros mais famosos de Nova York

Nova York não passa despercebida em nenhum lugar do mundo. Gigante, cosmopolita, diversificada, global. É impossível não se atrair por esta cidade.

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Nova York abriga um dos monumentos mais famosos do mundo: a Estátua da Liberdade Foto: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/03/2018 às 19:31
Atualizado às 14:17

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Nova York: como não amar?

Exagero é uma palavra que cabe bem para quase tudo em Nova York. Com cerca de oito milhões de habitantes (quase 20 milhões na área metropolitana), é a cidade mais populosa dos Estados Unidos e um dos maiores aglomerados humanos do planeta. Muitos a consideram o centro do mundo e nisso não há exagero. Quer saber como está a economia global? Wall Street tem a resposta. As últimas tendências da moda? Vislumbre-se com as vitrines da Quinta Avenida e da Avenida Madison. Arte? Visite alguns dos melhores museus do mundo, como o Metropolitan Museum of Art, o Guggenheim ou o MoMA (Museu de Arte Moderna). E se a intenção é apenas fazer compras, lá se encontram algumas das maiores lojas de departamentos do globo, além de shopping centers e outlets. Sem contar que por quase todo lado há vitrines e uma infinidade de pequenas e médias lojas, com ofertas de todo tipo. E ainda tem os parques, monumentos, restaurantes para todos os paladares e uma vida noturna mais do que agitada. Afinal, a “Grande Maçã” não para.

História

A megalópole de Nova York começou a florescer no início do século 17. Primeiramente, como um entreposto comercial holandês, chamado Nova Amsterdã. Em 1664, passou a ser dominada pelos ingleses e foi rebatizada com o nome atual. Poucas décadas depois, ganharia importância como porto de entrada e saída do então chamado Novo Mundo. Mas foi durante o século 19 que realmente cresceu, com um salto de cerca de 80 mil habitantes, em 1800, para 3,5 milhões em 1900, a maioria de imigrantes europeus. Em 1920, tornou-se a área urbana mais populosa do mundo, superando Londres.

Pôr do sol em Nova York

Nova York possui cinco distritos: The Bronx, Queens, Brooklyn, Staten Island e Manhattan. Foto: Shutterstock Images

Os bairros

Manhattan

Não é difícil entender o mapa da cidade, dividida em cinco distritos ou boroughs, como são chamados pelos nova-iorquinos: Brooklyn, Manhattan, Bronx, Queens e Staten Island. Cada um tem características tão próprias que é possível dizer que existem cinco Nova Yorks. O borough mais famoso é Manhattan, na verdade, uma ilha. É lá que ficam o Central Park, uma área verde de quase 3,5km2 em meio à selva de pedra; o moderno Museu Guggenheim, com sua inovadora arquitetura e uma riquíssima coleção de artistas, que inclui nomes como Pablo Picasso e Joan Miró; a supermovimentada Times Square, chamada também de crossroads of the world ou “o cruzamento do mundo”; a Broadway e seus teatros; o Empire State Building e sua vista excepcional; a Macy’s, maior loja de departamentos do planeta, e seus achados; além de outros tantos museus, como o Metropolitan, o MoMA (The Museum of Modern Art) e o American Museum of Natural History (aquele do filme Uma Noite no Museu), praças, parques, monumentos, bairros históricos ou descolados, restaurantes e inúmeras outras atrações.

A ilha abriga ainda o Carnegie Hall, uma casa de espetáculos inaugurada em 1891 e que recebe artistas de todos os gêneros musicais, do clássico ao pop, passando pelo jazz e o folk. A arquitetura e a decoração da casa em si já são um espetáculo. Era em Manhattan que ficavam as torres gêmeas. No local, hoje está o Ground Zero (marco zero), uma homenagem às vítimas da tragédia que mudou os rumos da história neste século. Outra atração recente é a High Line, uma espécie de parque suspenso, construído sobre uma antiga via férrea elevada que esteve abandonada por décadas. Inaugurada em 2009, está transformando a paisagem à sua volta e já é uma das atrações mais visitadas na cidade.

Não é por acaso que muitos dizem que, por mais que você conheça Manhattan, ela sempre terá algo novo a oferecer. Ele nem parece ser tão grande, mas dá para se perder (intencionalmente ou não) no Central Park e aproveitar para admirar os monumentos espalhados por todos os lados, caminhar pelas margens de alguns ou todos os cinco lagos ou tirar ótimas fotos nas diversas pontinhas. Os frequentadores do Central Park são uma atração à parte: patinadores e esportistas em geral se misturam a artistas de rua, babás empurrando carrinhos de bebê, figuras folclóricas e cidadãos comuns.

Imagem aérea de Manhattan, em Nova York

A ilha de Manhattan é, sem dúvidas, a região mais famosa e valorizada de toda Nova York. Foto: Wikimedia Commons / Patrick Theiner

Brooklyn

O mais populoso dos cinco distritos fica na parte sul de Long Island. Por muito tempo, a região foi uma alternativa para quem não podia pagar os caríssimos aluguéis da ilha de Manhattan. Hoje, artistas e intelectuais vivem lá por opção mesmo. Com isso, a vida cultural do Brooklyn é das mais intensas e tem como um de seus símbolos a Brooklyn Academy of Music, sediada em um belíssimo prédio histórico, que vale ser visto por dentro e por fora. Apesar do nome, apresenta também espetáculos de dança e teatro, além de exibir filmes e promover mostras de artes plásticas. Sem dúvida, a atração mais famosa do bairro é a Brooklyn Bridge, uma das ligações de Long Island com Manhattan. Vale a pena atravessá-la a pé e admirar os prédios da região. Depois, aproveite para visitar o bairro conhecido como Dumbo (acrônimo de Down Under the Manhattan Bridge Overpass) e o Brooklyn Bridge Park.

Outro passeio tradicional é uma visita ao Prospect Park, projetado pelos mesmos criadores do Central Park, Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux. Não se pode também deixar de tirar belas fotos no Brooklyn Heights Promenade, de onde se tem uma bela visão da Ilha de Manhattan. Amantes de cervejas artesanais não podem deixar de ir ao Greenpoint, uma área com forte presença de descendentes de poloneses que abriga charmosos cafés e barzinhos. Pode-se dizer que é um dos redutos mais descolados de Nova York, embora nesse quesito nenhum bairro supere Williamsburg, com sua atmosfera de reduto alternativo, assegurada por artistas de rua e lojinhas especializadas em produtos vintage. Para o passeio ficar ainda mais original, prefira ir de barco. A dica é pegar o East River Ferry no Pier 11, em Wall Street.  Interessante e tradicional também é a praia de Coney Island e seu movimentado “calçadão”. Para quem gosta, ali bem perto fica o aquário de Nova York, que abriga espécimes de todos os mares. Enfim, conhecer o Brooklyn é descobrir que nem só de Manhattan vive Nova York. Não, mesmo.

Ponte do Brooklyn em Nova York.jpg

A ponte que liga o Brooklyn à Nova York é um dos locais imperdíveis do bairro. Foto: Shutterstock Images

Queens

É um distrito mais residencial e menos muvucado, embora lá fique o Aeroporto Internacional JFK. É uma alternativa para quem gosta de fugir de roteiros tradicionais. Mesmo para quem não é de se arriscar, vale a pena conhecer as principais atrações desse distrito que já é chamado de “a verdadeira Chinatown”, já que dois terços de seus habitantes são imigrantes, a maioria de origem asiática. Além de explorar o comércio oriental, vale a pena conhecer o Jardim Botânico do Queens, bem como o Zoo e o Flushing Meadows Corona Park, um dos maiores da cidade. O “Corona” do nome refere-se a um dos bairros do Queens, onde Louis Armstrong morou. A casa do músico foi transformada em museu e é uma visita obrigatória para quem se interessa pela história do jazz. Corona foi lar de outras lendas desse estilo musical, como Ella Fitzgerald e Dizzy Gillespie. Aliás, o Queens é pródigo em revelar grandes nomes para a música. No aconchegante Forest Hills, a dupla Simon e Garfunkel compôs alguns de seus clássicos e os Ramones mudaram o pop e o rock com seus jeans rasgados e “canções de dois acordes”. Hey! Ho! Let?s Go!

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