Compartilhar senhas de redes sociais com o parceiro não garante amor ou confiança

Compartilhar senhas de internet com o parceiro de relação não significa confiança e nem garante fidelidade. Ao contrário, pode representar problemas

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Geralmente, a desconfiança e a exigência de senhas das redes sociais demonstram insegurança, falta de confiança e posse. Foto: Glow Images/Latinstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 26/07/2017 às 15:42
Atualizado às 14:00

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Nesta época em que atualizar o status de “solteiro” para “relacionamento sério” no Facebook, às vezes, vale mais do que a situação na vida real, muitos casais acham que compartilhar senhas de redes sociais e e-mail é prova de amor. Mas muitas vezes isso pode significar insegurança, necessidade de controle e desconfiança do outro.

“Deixe eu ver o histórico das suas conversas com a fulana ou eu não acredito mais em você!”. Você já deve ter passado ou ouvido falar de alguém que viveu um diálogo parecido, não? Será que esse controle excessivo faz bem para a relação? “Em um relacionamento deve haver maturidade e confiança que suplante essa necessidade de dar provas de amor”, afirma a psicóloga Priscila Gasparini. Para ela, esse tipo de exigência não é saudável, já que pode gerar um sentimento de invasão de privacidade, desconforto e controle obsessivo que deixará a vida a dois insustentável.

Pessoas que exigem esse tipo de informação demonstram ser inseguras e, por isso, necessitam vigiar o tempo todo o que o parceiro faz. A psicóloga explica que compartilhar senhas não evita traição. Algumas pessoas, inclusive, abrem outros perfis sem que o companheiro controlador saiba.

Nem toda senha compartilhada é fruto de uma exigência. Em relacionamentos maduros, isso acontece naturalmente por razões práticas. Por exemplo, acessar os dados do outro quando ele está impossibilitado.

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