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Camuflar alimentos que as crianças não gostam é saudável?

Muitas crianças não gostam de comer vegetais e, por isso, os pais costumam camuflar alimentos no prato. Mas será que isso é saudável?

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FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 30/08/2016 às 18:44
Atualizado às 20:59

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Quando cenoura, beterraba ou espinafre, por exemplo, são alvos de protesto dos pequenos que se recusam a comê-los, o que grande parte dos pais faz? Acertou quem respondeu que eles colocam esses ingredientes em outras comidas: cozinham beterraba no feijão, fazem bolo de cenoura, misturam o chuchu picado no arroz… Tudo isso na tentativa de camuflar alimentos indesejados.

Camuflar alimentos pode ser mais prejudicial do que saudável

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Apesar de dar resultado e, na maioria das vezes, as crianças comerem sem notar os ‘alimentos intrusos’, esse hábito pode ser considerado benéfico? “Não é uma prática saudável. O ideal é que a mãe ofereça os alimentos individualmente para a criança, para que ela aprecie e conheça a variedade dos grupos alimentares”, justifica a nutricionista Christiane Bergamasco. Porém, em alguns casos, camuflar alimentos é uma das únicas saídas para os pequenos consumirem todos os nutrientes necessários para manter a saúde em dia. Conheça os dois lados dessa prática e saiba quando usá-la.

Camuflar alimentos pode ser prejudicial

Uma alimentação equilibrada deve conter todos os grupos alimentares, incluindo frutas, legumes e verduras – grandes inimigos para muitas crianças. Então, o que fazer quando os pequenos se recusam a consumi-los? O caminho mais fácil é esconder esses alimentos em outros preparos, mesmo que isso não ensine as crianças a comer de maneira correta.

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Um dos grandes riscos de adotar esse hábito é que, quando os pais ocultam o alimento, pode ocorrer de colocá-los em quantidades pequenas para que a criança não sinta o sabor e, dessa forma, não trazer os benefícios desejados. “E muitas vezes as preparações ou combinações não são adequadas, como colocar folhas e vegetais em lanches com hambúrgueres fritos”, acrescenta a profissional.

A questão não é fazer a criança ingerir o alimento. É necessário prestar atenção na forma de preparo, para que não prejudique a saúde. “Oferecer espinafre ou outras folhas verdes que a criança rejeita em um bolinho frito terá resultados negativos, pois existe o excesso de gordura e calorias”, complementa.

A alimentação saudável deve ser incentivada desde cedo

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O lado bom

Mesmo com todos os riscos que a ação de esconder os alimentos pode trazer, essa é uma prática que também traz benefícios. “Camuflar alimentos pode auxiliar na ingestão de um determinado tipo ou grupo de alimentos que a criança rejeita, mas isso deverá ser exceção”, diz Christiane.

Além disso, em vez de esconder, que tal disfarçar o alimento? É simples: se, de repente, a criança não gosta de cenoura cozida, ela pode ter interesse pelo legume ralado. Ou seja, vale a pena investir na diversidade de apresentações, mostrando mais de uma forma de consumir os alimentos. “O ideal é sempre ofertar pelo menos oito vezes o mesmo alimento rejeitado, de formas diferentes”, sugere a nutricionista.

Consultoria Christiane Bergamasco, nutricionista