ENTRETENIMENTO

Concordância nominal: entenda as regras e não erre mais!

"Segue em anexo" está correto? Podemos dizer "bastantes motivos para aceitar"? Entenda como usar a concordância nominal nesses casos e em muitos outros"

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FOTO: Reprodução/Pixabay

por Redação Alto Astral
Publicado em 14/07/2017 às 10:00
Atualizado às 18:10

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Um dos erros mais graves e comuns cometidos no português tem a ver com a concordância. A regra básica da concordância nominal é que o adjetivo, o artigo, o numeral adjetivo e o pronome adjetivo concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem (Ela é bonita/Elas são bonitas). Porém, existem alguns casos particulares que podem gerar dúvidas. Entenda todos eles:

a) Quando um substantivo for determinado por mais de um adjetivo pode-se utilizar o substantivo no plural e deixar os adjetivos no singular sem artigo como precedente, ou pode-se utilizar o substantivo no singular e utilizar artigos precedendo o segundo adjetivo em diante.

• Exemplos: Estudava as disciplinas português, matemática e história. / Estudava a disciplina português, a matemática e a história.

Homem mostrando que entendeu concordância nominal

b) As expressões “é bom”, “é necessário”, “é proibido” não variam, mas se o sujeito vier precedido de artigo, a concordância com este artigo será obrigatória.

• Exemplos: Tinta com cheiro é proibido. / A tinta com cheiro é proibida.

c) O termo “menos”, por ser um advérbio, não se flexiona.

• Exemplo: As alunas são menos exigentes./ Os alunos são menos exigentes.

d)“Anexo” e “incluso” funcionam como adjetivo. Por isso, devem concordar com o substantivo ao qual se referem.

• Exemplos: Segue anexo o documento. / Seguem anexos os documentos.

Acontece o mesmo na concordância nominal das palavras: “mesmo”, “próprio”, “obrigado”, “grato”, “quite”.

Batman pensando sobre o que aprendeu com concordância nominal

e) Quando “bastante” ou “bastantes” se referirem a um substantivo, concordam com o substantivo. Quando se referirem a verbo, adjetivo ou advérbio serão advérbios. Portanto, não se flexionam.

• Exemplos: Havia bastantes motivos para desaparecer. / As alunas eram bastante esforçadas.

Acontece o mesmo com as palavras “muito”, “pouco”, “caro”, “barato” e “longe”.

f ) Quando “só” e “sós” forem equivalente a “sozinho”, concordarão com o nome ao qual se referem.

• Exemplo: Elas estão sós.

Quando equivaler a “somente” ou “apenas” não varia.

• Exemplo: Só restaram migalhas.

E, por fim, a locução adverbial “a sós” é invariável.

• Exemplo: Finalmente, a mulher ficou a sós.

g) Quando o substantivo é empregado como adjetivo: não varia.

• Exemplo: Sapatos marrom.

Homem interessado por ter aprendido concordância nominal

h) Concordância ideológica: quando a concordância nominal é feita com o sentido subentendido nas palavras, chamamos de concordância ideológica ou silepse.

• Exemplo: A boêmia e acolhedora Rio de Janeiro se prepara para o carnaval. (subentende-se cidade do Rio de Janeiro).

i)Particípios concordam com o substantivo ao qual se referem.

• Exemplo: Iniciadas as palestras todos sentaram. / Iniciada a palestra todos sentaram.

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Texto: Redação / Edição: Érika Alfaro e Felipe Monteiro