Como Sigmund Freud define o inconsciente

O pai da psicanálise Sigmund Freud é tido como pioneiro nos estudos do tema. Saiba quais eram as suas concepções sobre o inconsciente

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Foto: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 26/08/2016 às 15:54
Atualizado às 12:28

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Há décadas, o inconsciente é foco de discussões a respeito de sua formação e conteúdo. O neurologista austríaco Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, é tido como pioneiro na área.

Freud e o inconsciente

Basicamente, para Freud, de início, o inconsciente se tratava de uma parte (a mais extensa) da mente onde estariam escondidos todos aqueles conteúdos reprimidos tanto pelo pré-consciente quanto pelo consciente. Posteriormente, após seus conceitos serem ampliados, o neurologista austríaco subdividiu nossa estrutura psíquica em mais três instâncias: ego, superego (ambas áreas que ficariam entre o consciente e o inconsciente) e id.

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Foto: iStock.com/Getty Images

Ego, superego e id

Segundo essa revisão do estudioso, o ego é a região responsável por manter a balança entre o superego e o id em equilíbrio. Com isso, ele tem a função de manter nossas aparências na realidade, ou seja, entre quem somos e os nossos desejos. Já a área que mantém o estoque de desejos do ego é o id, a parte totalmente inconsciente. E, em conflito com essa última, se encontra o superego, aquele responsável por “frear” um pouco os impulsos por meio de todas as regras sociais e moralidade que absorvemos desde a infância.

Em resumo, a mestre em psicologia Solange Rolim de Moura explica que, segundo a psicanálise de Freud, o inconsciente “refere-se aos processos dinâmicos que atuam sobre o comportamento humano, sem que atinjam a consciência, podendo eventualmente tornarem-se conscientes quando rompem as barreiras representadas pelo recalcamento e pela resistência”.

Como um iceberg

Freud utilizava uma metáfora para explicar a mente humana que, de acordo com ele, como um iceberg, tinha apenas uma pequena parte à mostra − o consciente. Submerso, escondido, estaria a maior parte da mente – o inconsciente. Ao aprofundar seus estudos, ainda divide “o iceberg” em três partes, sendo o ego e o superego áreas mistas entre o consciente e o inconsciente; além do id, uma terceira fração da inconsciência.

O ego seria a parte que luta para manter o equilíbrio entre o id e o superego, mantendo a razão e aparecendo para a realidade como quem somos; uma fonte de energia psíquica que estaria ligada à libido sexual. O id é a fonte que alimenta esse desejo do ego, a parte da mente repleta de inconsciência. E, para conter o ego das tentações do id, está o superego, responsável por controlar os impulsos através de todo senso de moralidade e regras absorvidos durante a vida, principalmente na infância, quando começa a ser moldada a personalidade.

A partir dessa analogia do iceberg, percebe-se que na profundidade da mente humana estão abrigados todos os sentimentos e ideias, ou seja, significados que se mostraram intoleráveis para o consciente e que, por meio de sintomas, aparecem no comportamento de cada indivíduo.

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Consultoria: Solange Maria Rolim de Moura, mestre em psicologia, pesquisadora na área de psicanálise e professora do curso de psicologia da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente (SP).

Texto: Giovane Rocha – Edição: Natália Negretti

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