8 livros para aprender mais sobre empoderamento feminino

As mulheres já batalharam muito pelos seus direitos. Histórias que são retratadas em diversos livros que remontam a trajetória do feminismo

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8 livros para aprender mais sobre empoderamento feminino

por Vítor Ferreira
Publicado em 30/08/2016 às 11:57
Atualizado às 10:47

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Falar sobre empoderamento feminino nunca é demais. A luta das mulheres pelos seus direitos já existe há um bom tempo, mesclando-se com a história da literatura. Muitos autores já retrataram ideais de consciência coletiva, na tentativa de superação da dependência social e dominação política da figura do homem.

O poder e a dignidade, tanto ansiado pelas mulheres, não é nada que  não seja de direito legítimo delas! A liberdade de decidir e controlar seu próprio destino com responsabilidade e respeito ao outro, também.

Separamos alguns livros que remontam a trajetória da luta do feminismo. Confira!

1. O Segundo Sexo – Simone de Beauvoir

Em O Segundo Sexo, publicado em 1949, Simone de Beauvoir analisa o papel da figura feminina perante a sociedade, desde reflexões sobre a origem e as falácias responsáveis pela situação da mulher no espaço social, tratando ainda sobre temas como psicologia, esfera social e política da mulher.

Até hoje, esse livro é considerado uma obra prima para o movimento feminista moderno, causando impactos importantes no pensamento contemporâneo e influenciando gerações.

Em suas páginas está a celebre frase: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”.

Simone de Beauvoir

FOTO: Reprodução

2. Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher – Mary Wollstonecraft

Uma das primeiras análises sobre ideais feministas, a obra de Mary, escritora inglesa do século XVIII, confronta os teóricos da política e da educação que subjugavam o pensamento da mulher, além de sempre colocá-las em posição inferior a do homem.

Lutou contra a noção enraizada por homens antiquados de que as mulheres não deveriam ter direitos iguais.

3. Mulheres Públicas – Michelle Perrot

Publicado em 1998, o livro de Michelle Perrot retrata o lugar da mulher no espaço público, procurando evidências sobre o motivo da resistência da inserção feminina em alguns campos profissionais, assim como recusa de seus direitos, mesmo já tendo avançado em questões de igualdade civil.

Ainda trabalha com os temas das frentes de luta, palavras de força, imagens, ambientes de representação e determinação. Além da relação das fronteiras entre público e privado, político e pessoal.

Michelle Perrot

FOTO: Reprodução

4. Madame Bovary – Gustave Flaubert

Já podemos observar traços do empoderamento feminino em obras do século 19. Como é o caso de Madame Bovary, de Gustave Flaubert, enquadrando a crise da condição da mulher perante a sociedade e seus papeis enraizados no patriarcalismo.

Emma é a figura da mulher que tem sua liberdade de viver retirada pelos rótulos que acompanham o seu gênero. A infeliz dona de casa, que não pode ter nenhum tipo de experiência fora desse ambiente. É uma análise da vida que poderia ser diferente, da mulher que se autodestrói diante da figura do homem.

E no meio de tantas lutas pelos direitos da mulher naquele período, a questão que fica é: ela precisava ter passado por tudo isso? 

5. Sejamos todas feministas –  Chimamanda Ngozi Adichie

Através de sua experiência pessoal como mulher e nigeriana, Adichie traz fatos reveladores e discussões sobre sobre a luta diária da igualdade de gênero.

Nesse ensaio, a escritora defende que a igualdade será libertadora para ambos os lados, tanto para homens como para mulheres.

Elas não vão mais precisar seguir destinos traçados no passado, como a responsabilidade de serem donas de casa ou terem filhos, além de assumir sua própria identidade sem sofrer represálias da sociedade.

Já eles poderão ser mais livres em suas personalidades, sem precisar se enquadrar em esteriótipos de masculinidade, como: todo o garoto deve jogar futebol ou gostar da cor azul.

Chimamanda Ngozi Adichie

FOTO: Reprodução

6.  Dicionário Mulheres do Brasil –  Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil

Obra organizada em parceria entre Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, publicada em 2001 , após 3 anos de pesquisa.

Reúne em suas páginas aproximadamente 270 ilustrações e 900 registros que contam a história de 500 anos de luta da mulher e viabilização de seus direitos.

Nomes como Clarice Lispector, Abigail Andrade, Escrava Anastácia, Bertha Lutz e Zuzu Angel são retratos de personagens que fizeram parte da história do feminismo, com suas representatividades únicas em cada campo.

7. Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Uma análise elaborada e publicada por Virgínia Woolf, em 1929, também autora da obra Mrs. Dalloway (1925), sustentando a ideia da importância do discurso da mulher na literatura.

Um de seus exemplos mais comentado é a história da irmã de Shakespeare, que por ser mulher não recebeu a mesma instrução e nem o prestígio social como o irmão, mas que poderia ser tão talentosa quanto, ou até mais.

virginia woolf

FOTO: Reprodução

8. Política Sexual – Kate Millett

Primeiro texto acadêmico feminista de crítica literária, foi lançado em 1970, pela escritora Kate Millett. A crítica revela a representação ficcional de DH Lawrence, Henry Miller e Norman Mailer sobre o sexo apenas de uma maneira patriarcal.

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Texto: Vítor Ferreira

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