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A depressão pode ser dividida em diversos tipos, que variam de acordo com suas principais características e manifestações. Saiba as diferenças
- Foto: iStock.com/Getty Images

Conheça os diferentes tipos de depressão

A depressão pode ser dividida em diversos tipos, que variam de acordo com suas principais características e manifestações. Saiba as diferenças

Embora os sintomas mais clássicos da depressão sejam a tristeza, a melancolia e o desânimo diante de situações que antes eram prazerosas, essa doença psicológica também se desenvolve de maneiras distintas, ocasionando manifestações variadas. “Pode haver diferenças de sintomas de acordo com a faixa etária, mas não entre os gêneros. Ou seja, o que muda é a forma como eles se manifestam”, explica o psiquiatra Ricardo Frota. Pensando nisso, que tal conhecer as versões mais recorrentes da depressão?

Depressão sazonal

Acontece em uma determinada época ou estação do ano, podendo ser tanto durante o inverno como em festas de fim de ano. Uma das explicações para que esse tipo da doença se manifeste é em decorrência da ausência de luz, muito comum no inverno.

Esse fator aumenta a produção de melatonina, um hormônio que promove relaxamento e sonolência. Em excesso, ele pode levar o indivíduo à depressão. “Alteração de comportamento influenciada pelas mudanças de estação é mais comum no hemisfério norte, onde as estações são bem definidas”, esclarece o professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Alberto Del Porto.

Depressão leve

De uma forma simples, esse tipo ocorre quando a pessoa não se reconhece e apresenta menos energia para realizar suas atividades. Porém, sua condição ainda não oferece prejuízo funcional e de socialização. Assim, o paciente consegue seguir sua agenda e fazer todas as tarefas normalmente, mesmo que falte o sentimento de prazer. A depressão leve também é conhecida como distimia.

Depressão moderada

Além da perda de energia recorrente da fase leve, já há o prejuízo funcional e social da pessoa, embora não seja totalmente incapacitante. “É considerada como uma continuidade da distimia não tratada adequadamente ou uma distimia que se torna crônica”, explica a psicóloga Sandra Monice.

 

mulher tipos de depressão

Foto: iStock.com/Getty Images

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Depressão grave

Nessa versão, por sua vez, a pessoa perde completamente o interesse pelo trabalho e pela vida em geral. O quadro é disfuncional, pode estar acompanhado de sintomas psicóticos e há sérios riscos de que a pessoa cometa o suicídio. Ela tem origem orgânica, ou seja, geralmente é hereditária.

Trata-se de uma tristeza profunda que demora para passar e se instala sem um motivo aparente. Um sentimento muito forte de culpa costuma acompanhar os sintomas e, quando a doença se instala, o quadro tende a ficar grave, provocando alterações no sono, interferência nas atividades do cotidiano, falta de apetite, entre outros.

Para controlar esse problema, é comum que o tratamento seja feito com base em medicamentos receitados por um psiquiatra em conjunto com sessões de psicoterapia.

Depressão psicótica

Algumas vezes, é possível que a depressão venha acompanhada de quadros de delírios e alucinações. Quando isso acontece, a doença passa a ter o nome de depressão psicótica. Os sintomas estão muito relacionados aos sentimentos de culpa e de punição, e o doente tende a interpretar situações corriqueiras como defeitos pessoais.

Depressão atípica

Mau humor, sensação de fadiga acentuada, aumento da massa corpórea e do apetite são sintomas comuns nesse quadro. Geralmente, essa versão da doença é caracterizada por pessoas com sensibilidade extrema, que têm a impressão de sofrer de rejeição alheia, também sendo muito comum nos transtornos bipolares.

Depressão pós-parto

Pouco tempo depois do nascimento do bebê, a mulher com esse tipo de problema é tomada por uma tristeza que se intensifica cada vez mais, a ponto de incapacitá-la de realizar as tarefas comuns do dia a dia e, inclusive, cuidar do próprio filho. Isso pode acontecer por diversos motivos, mas, principalmente, porque o pós-parto é um período de deficiência hormonal, já que durante a gestação o organismo feminino está submetido a altos níveis de estrógeno e progesterona e, algumas horas após o parto, o nível destes hormônios cai drasticamente.

 

Consultorias: José Alberto Del Porto, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Ricardo Frota, psiquiatra; Sandra Monice, psicóloga

Edição: Augusto Biason/Colaborador

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