Tristeza ou depressão?

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“Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro”, já cantava Wander Wildner e não é só ele. A tristeza, vez ou outra, acaba fazendo parte da vida e exige esforço para superá-la e seguir em frente. Mas e quando essa força não vem? A tristeza vira depressão?

depressão

Foto: Thinkstock/Getty Images

Entenda a diferença

Tristeza é algo que se sente como consequência de um acontecimento ruim, porém “ela tem duração baixa, o indivíduo consegue reagir, praticar outras atividades e da mesma forma que ela vem, vai embora”, explica a psicóloga Danyla Borobia.
Já a depressão é uma doença e exige tratamento. É uma “tristeza” que não tem, necessariamente, uma relação com acontecimentos externos e imediatos e que dura muito mais tempo do que o sentimento de desalento. O depressivo não tem ânimo nem vontade de reagir e mudar esse “estado de tristeza” tendo seu humor alterado por conta disso. Pode ser dos graus leve, moderado e grave que variam de acordo com os sintomas.

Sintomas

Os sintomas variam bastante de pessoa para pessoa e dependem do tipo de depressão desenvolvido como “pós parto, menopausa, na terceira idade, sazonal (clima/temperatura) e por diagnóstico de doenças”, cita Danyla. Mesmo assim, a psicóloga aponta os três quadros mais comuns:

  • Sofrimento Moral: o indivíduo não se valoriza, sente-se inferior, incompetente, frágil, culpado. Causa uma distorção da autoimagem, ou seja, a pessoa não se vê como realmente é mas de uma maneira negativa. Aqui os pensamentos são sempre pessimistas e em casos mais graves chegam até ao suicídio.
  • Estreitamento vivencial: o interesse para realizar tarefas vai embora, não existe mais prazer em nada e o ser humano precisa sentir prazer mesmo nas pequenas tarefas para poder realizá-las, afirma a psicóloga.
  • Inibição global: desinteresse, apatia, o indivíduo fica lerdo, sem motivação, sem iniciativa, isso compromete até mesmo a capacidade de movimentação e pensamento esperados.

Como ajudar?

“O correto é procurar um médico psiquiatra para diagnosticar e ver qual o melhor remédio para auxiliar o paciente. Uma boa psicoterapia e realizar exercícios físicos também auxiliam”, recomenda a psicóloga.
Ela também explica que o depressivo, geralmente, demora para perceber que precisa de ajuda e que a observação e incentivo da família fazem a diferença, já que “a pessoa depressiva até percebe que existe algo de errado, mas muitas vezes não tem força e ânimo para buscar ajuda”.

É possível evitar?

“A pessoa já nasce predisposta a ter a doença, porém ela somente se manifesta quando a pessoa entra em contato com algum gatilho, um agente estressor” explica. Mesmo assim, existem algumas recomendações que ajudam a evitar que esse gatilho seja disparado, como levar uma vida equilibrada, alimentar-se bem, praticar exercícios, dormir bem, ter momentos de lazer, entre outros.

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