Parto normal: conheça as vantagens e requisitos para o método

Apresentando grandes chances de sucesso e segurança, o parto normal traz benefícios tanto para a mulher quanto para o bebê

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Conheça algumas das vantagens que o parto normal pode oferecer. FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/11/2017 às 17:00
Atualizado às 15:36

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Quando trata-se de parto normal, muitas inseguranças acabam perturbando as futuras mamães. E elas só pioram quando a mulher já passou por uma cesária anteriormente. De acordo com o Dr. Wagner Hernandez, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz Itaim, as chances de sucesso de um parto natural são de 80%, sendo que a taxa de complicações não passa de 1%.

A complicação mais temida é a do rompimento do útero, acontecimento que pode causar forte hemorragia, levando a perda do útero e até mesmo a morte da mãe e do bebê. “De todos os partos normais, os rompimentos de úteros ficam entre 0,4 a 0,7%, mostrando que o procedimento é altamente seguro”, orienta Hernandez.

As vantagens de optar por um parto normal pós cesariana são as mesmas de escolher o processo na primeira gravidez:

  • Maior maturidade dos pulmões do bebê, já que ao passar pelo canal vaginal todo o líquido é retirado do pulmão, o que diminui os riscos de dificuldades respiratórias
  • Menor risco de infecções
  • Favorecimento da produção de leite materno
  • Retorno do útero ao tamanho normal mais rápido
  • No nascimento, o bebê entra em contato com bactérias que fortalecem o sistema imunológico, trazendo benefícios até a vida adulta
  • Também permite que a mamãe entre em contato com o filho rapidamente
  • Outra vantagem é a recuperação rápida e sem dores
Lembrando que o acompanhamento médico antes e após o parto é imprescindível. FOTO: Shutterstock

Lembrando que o acompanhamento médico antes e após o parto é imprescindível. FOTO: Shutterstock

Para escolher a realização do parto natural após já ter realizado uma cesária, alguns requisitos precisam ser atendidos como, por exemplo, ter tido apenas uma cesariana anteriormente e o processo ter ocorrido por conta do bebê estar sentado ou do colo estar completamente dilatado; a mulher ter menos de 40 anos; entrar em trabalho de parto espontâneo e antes da data prevista pro nascimento e estar esperando um bebê com menos de quatro quilos.

Até mesmo nas gestações gemelares os riscos são os mesmos da única. “Os grandes prejuízos da cesárea aparecem em grandes proles, provocando alta incidência de placenta prévia ou acretismo placentário, com risco de hemorragia e até perda do útero”, orienta. Após o parto, o especialista recomenda verificar a parede uterina por meio do exame de toque, para checar se realmente não houve ruptura. “Em todos os casos, o mais importante é ser avaliada por um especialista que levará em consideração seu histórico, buscando sempre encontrar a melhor escolha para a gestante e seu bebê”, orienta Hernandez.

Texto: Michele Custódio/Colaboradora | Consultoria: Dr. Wagner Hernandez, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz Itaim

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