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Inspire-se na história de quem lucra com doces e ovos de Páscoa

Conheça a Carolina, que trocou a profissão de fisioterapeuta para vender doces e ovos de Páscoa. Quem sabe a próxima não é você...

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Foto: iStock

por Lirian Coelho
Publicado em 15/02/2017 às 13:38
Atualizado às 16:42

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Há alguns anos, a vida de Carolina Oliveira de Castro começou a mudar. A fisioterapeuta, que tinha uma clínica em sociedade com uma amiga, resolveu começar a fazer doces para vender no tempo livre, junto com outra amiga. “Chegou uma hora em que não conseguíamos conciliar os meus horários com os dela. Então, resolvi fazer doces sozinha para aumentar a minha renda, já que a clínica começou a não dar muito certo”, relembra. Agora doceira, Carol inicialmente vendia pães de mel e outros quitutes tradicionais, apenas para as pessoas mais próximas e em uma faculdade da região de Bauru, interior de São Paulo.

Mania de doce

Em 2013, Carol abandonou de vez a fisioterapia, inventou o nome Mania de Doce para a sua marca e começou a viver apenas como doceira. “Em 4 meses de trabalho, um buffet me perguntou se eu fazia docinhos e daí as encomendas começaram a crescer. Até um tempo atrás eu estava trabalhando para 7 buffets infantis”, diz. Atualmente, o cardápio conta com doces tradicionais e finos, bolos caseiros e decorados, pão de mel (que é o carro-chefe da Carol!), pirulitos de chocolate, doces de copinho, entre muitas outras delícias. “Têm coisas que as pessoas me pedem que eu nunca fiz, mas vou atrás de pesquisar e tentar fazer. Aí eu testo e, se der certo, acabo incluindo essas receitas no meu cardápio”, conta. Além disso, a doceira recentemente começou a trabalhar com casamentos.

Carolina que era fisioterapeuta agora vende doces e ovos de Páscoa

Foto: Divulgação

Um “boom” nas encomendas

Quando a Páscoa se aproxima, as vendas chegam a crescer mais de 70%. “Durante o ano, trabalho com mais 2 pessoas, mas na Páscoa chego a ter 7 funcionários para dar conta das encomendas. Com um volume tão grande de pedidos é preciso ter organização. Para isso, em janeiro, Carol já determina a tabela de preços, sabores e recheios dos quitutes. “No começo de fevereiro, o pessoal já começa a fazer os pedidos. Recebo encomendas até uma semana antes e, se bobear, até no dia da Páscoa. Tem muita gente que liga um dia antes ou no dia mesmo perguntando se não tem nada sobrando”.

A doceira, que é mãe de um menino, conta que é difícil conciliar o volume de trabalho com a maternidade. “Na área dos doces, principalmente trabalhando em casa, a gente não tem hora para parar. Tem dias que são bem corridos, o levo na escola, volto, entrego uma encomenda nesse período e assim vai”.

O menu das delícias

No cardápio de Páscoa, a Mania de Doce oferece ovos tradicionais com casca simples, recheados e de colher. Além disso, existe a opção de encomendar pirulitos de bolacha e caixinhas com doces tradicionais, decorados e embalados com motivos pascais. “O ovo de colher de brigadeiro e o de pão de mel são recordes de pedido. O recheado de casadinho (brigadeiro branco e preto na mesma casca), de nozes e de beijinho também são os queridinhos dos clientes”, enumera.

Para a próxima Páscoa, a aposta de Carol é o ovo de confeitos, além dos queridinhos bem-casado, de Kinder Bueno®, de leite Ninho® com Nutella®, Kit Kat® e Ovomaltine®. Os valores dos docinhos e dos ovos dependem do tamanho e do sabor escolhido. “Eu ofereço três tamanhos de ovos diferentes: mini, médio e grande. Se eu coloco muitas opções, os clientes ficam confusos e não conseguem decidir”.

doces e ovos de Páscoa da carolina, proprietária da Mania de Doce

Foto: Divulgação

Tudo fresquinho

Carol preza pela qualidade de seus produtos, por isso, produz as encomendas no dia da entrega, para que tudo chegue fresquinho aos clientes. “Na cidade onde eu moro é muito quente, então preciso ficar atenta ao ar condicionado para que os ovos não derretam. Não os levo à geladeira porque isso faz o chocolate suar. E no carro, quando vou fazer alguma entrega, também mantenho tudo bem climatizado”.

No ano passado, ela teve um problema com o chocolate, que acabou em todos os lugares. “Comprei cerca de 300kg. Mas as encomendas aumentaram nas últimas semanas e faltou chocolate. Não conseguia encontrar em Bauru, São Paulo e nem no Rio de Janeiro. Só consegui encomendar de uma loja on-line de Curitiba!”, relembra. Além disso, a doceira acredita que os doces caseiros têm um sabor diferenciado dos industriais e que a cobrança é diferente também. “Se o produto não estiver exatamente do jeito que foi prometido, os clientes vão vir me cobrar. E nas indústrias não é assim”, diz.

Dica para vender doces e ovos de Páscoa

Para quem deseja ingressar no ramo, a doceira dá a dica:“qualidade em primeiro lugar. Quem quer qualidade, paga qualidade. Faça as coisas com amor, porque dá trabalho e é cansativo, mas a satisfação é ainda maior. E atenda bem cada cliente, seja simpática, pois todos os consumidores são especiais e querem a merecida atenção!”, aconselha.

Texto: Juliana Garcia

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