Cartão de crédito tem novas regras a partir de abril; saiba o que muda!

O esquema do cartão de crédito vai mudar a partir de abril e o cliente só poderá pagar o valor mínimo uma vez. Entenda tudo e reorganize já seu orçamento.

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Foto: Divulgação

por Redação Alto Astral
Publicado em 30/01/2017 às 12:44
Atualizado às 14:34

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O cartão de crédito vai mudar: a partir de abril, o cliente não poderá mais pagar o valor mínimo da fatura mais de uma vez seguida. Se caso o pagamento do valor total não for possível, a saída será o parcelamento ou a busca por fontes de créditos com taxas mais em conta.  O Banco Central garante que a medida vai diminuir a inadimplência e, consequentemente, contribuir diretamente para a saúde financeira das pessoas.

Para você se reorganizar, é preciso que entenda, desde já, o que vem por aí. Confira!

O cartão de crédito vai mudar a partir de abril

Foto: Divulgação

O CARTÃO DE CRÉDITO VAI MUDAR

Pagamento mínimo todo mês não vai rolar!

Com os produtos cada vez mais caros, o cartão de crédito é uma saída e tanto para comprar itens de emergência ou com valores fora do orçamento do mês, por exemplo. Mas, quando a coisa aperta, é possível pagar o valor mínimo, já oferecido nas próprias faturas.

O problema é que os juros do cartão de crédito são altíssimos e, apesar da maioria das pessoas saberem disso, ainda é grande a inadimplência pelo rotativo – quando o valor da dívida vai ‘rodando’, mês a mês, sem que o cliente faça um acordo para acertar. Aí pronto! Quem consegue pagar aquela conta do tamanho de uma bola de neve?

Quem não pagar, vai ter de parcelar

O cartão de crédito vai mudar e isso valerá a partir de 3 abril. O cliente poderá ficar com a fatura pendente, no máximo, durante 30 dias. Depois desse prazo, o banco emissor deverá migrá-lo para outro cartão com taxas mais baratas, que dependerá da aprovação de crédito, ou o parcelamento, que é a alternativa mais especulada pelos especialistas, considerando os benefícios para os bancos e para os clientes.

Especulada porque cada banco poderá ter algumas regras próprias, que deverão ser divulgadas até março.

Para se ter uma ideia, o crédito rotativo tem taxa de 15% ao mês. Em termos práticos, quem usa a opção de pagar a parcela mínima do cartão para uma dívida de R$ 1 mil, por exemplo, ao fim de três meses deve pagar R$ 1,5 mil. Em 12 meses, a dívida passaria para mais de R$ 5 mil. Se essa mesma dívida for renegociada em forma de parcelamento, com juros de 8% em média, o valor seria de pouco mais de R$ 1,5 ao fim de 12 meses.

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Provavelmente, o parcelamento será automático

Essa é uma hipótese, considerando que os bancos estão se reestruturando após a decisão do Banco Central. Entretanto, parece ser, também, a alternativa mais prática, já que a mudança foi justificada pelo bloqueio do acréscimo dos juros em cima dos valores originais. O rotativo tem juros que chegam a 484% ao ano, enquanto o parcelamento não passou de 154% ao ano, em dezembro de 2016, segundo a Folha Online.

Você poderá usar o cartão normalmente, desde que esteja com os pagamentos em dia

Parcelou, pagou, usou. O ciclo parece funcionar bem na teoria e é essa a expectativa do Banco Central. Também acredita-se que o cliente precisará pagar, no mínimo, 15% do que gastou no mês mais a parcela negociada.

Como as coisas funcionarão pra valer só vamos mesmo saber em março, com todas as regras individuais dos bancos divulgadas. Mas, vale a pena segurar os gastos pra não se complicar nos próximos meses, ok?

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