Thiago Lacerda comemora novo personagem em Joia Rara

O ator vai viver Toni, um italiano que luta pela classe operária dos anos 1940

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por Redação Alto Astral
Publicado em 30/08/2013 às 09:49
Atualizado às 20:53

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De volta à televisão, Thiago Lacerda mais uma vez vai encarar um personagem italiano. Mas desta vez, seu papel vai ser diferente de tudo o que fez. Em “Joia Rara”, Thiago vai viver Toni, um trabalhador da década de 1940 envolvido na luta política a favor dos proletários.

Em entrevista à Guia da TV, o galã mostrou profissionalismo e dedicação e comemorou o novo trabalho: “é impressionante o talento e a sofisticação, o bom gosto estético de todo mundo. O que eu vejo aqui é uma televisão de qualidade”. Confira:

Thiago Lacerda comemora novo personagem em Joia Rara

Foto: João Miguel Jr/TV Globo

Seu personagem é um revolucionário e tem um peso muito forte na trama que discute capitalismo e comunismo em Joia Rara. Explica um pouco como isso vai funcionar.
O meu personagem é um apaixonado, ele tem uma dedicação intensa para a causa social, para a classe proletária. Essa paixão faz dele uma figura forte, efervescente. Olha, esse é um papel político que eu sempre quis muito fazer em novelas. Eu tinha muita vontade de lidar com esse tipo de história e, por isso, estou muito feliz.

E como você se preparou para encarar esse trabalho?
Eu estudei bastante a época em que a história se passa, busquei  referências filmográficas, li sobre a teoria marxista, enfim, pesquisei muitas coisas.

Você fez uma participação bem curta no início de “Cordel Encantado” e, agora, volta à tevê pelas mãos da mesma equipe. Bateu saudade ou ficou um gostinho de “quero mais” naquela época?
Sem dúvida. Essa é uma equipe admirável. Todas as pessoas que fazem parte dessa turma que a Amora aglutina, desde a equipe técnica ao elenco, olha, é impressionante o talento e a sofisticação, o bom gosto estético de todo mundo. E essa ideia de como fazer dramaturgia totalmente inovadora, ousada, o que se faz nessa novela é revolucionário, inovador, tem um frescor imenso, tudo com uma capacidade de improvisação que é ousada para as novelas. É muito bom, então dá certo no ar. Amora Mautner (diretora geral) é uma figura importantíssima, admirável e tem todo o mérito de tudo isso.

Muita gente diz que Joia Rara terá uma estética muito inspirada no cinema. Como você vê essa relação, já que agora é comum associarem algumas produções de televisão a técnicas de cinema?
Eu não sei se essa é uma preocupação da equipe da novela. Mas o cinema traz muitas referências valiosas e, quando as pessoas estão abertas para ver o que se faz por aí e disponíveis para acrescentar informações ao que elas já fazem, acontece isso. O que eu vejo aqui é uma televisão de qualidade. De alta qualidade. Se existe uma referência ao cinema, isso é positivo e natural, não é uma intensão de fazer cinema na televisão.

Alguns atores têm medo de trabalhar na faixa das 18 horas em função de resultados pouco satisfatórios que algumas novelas conquistam. Como você lida com isso?
 Ah, eu só tenho medo de assombração! Do resto, não tenho de nada. O medo só me dá mais gana. Eu acho que história boa é história boa. Se vai vender, se vão ver, isso, sinceramente, não me interessa. O que me salva é ter um grande papel em uma grande história. E aqui eu sei que tenho isso.

Você costuma escolher seus personagens na tevê? Já recusou muitos?
Eu recuso muito pouca coisa na tevê. Acho que vira e mexe vêm grandes convites para mim. Me interesso pelos personagens, eles mandam na minha carreira, nas minhas escolhas. Se eu me interesso pelo tema, pela persona inserida em um contexto histórico, isso me dá um gás, me motiva a tomar as decisões. Foi assim que aconteceu em Joia Rara, por exemplo.

Na sua carreira, você conseguiria destacar algum personagem mais marcante, que tenha trazido mais benefícios para você como ator?

Já fiz muitas coisas. Algumas foram bem, outras nem tanto. Umas mais e outras menos. Prefiro que o público escolha um personagem especial. Mas Terra Nostra foi um fenômeno. Eu e a Ana Paula (Arósio) tínhamos uma participação importante porque éramos jovens que movimentavam aquela trajetória. O que experimentamos com Terra Nostra foi algo incrível. A novela foi um marco para a minha carreira. Foi um ponto de transformação, onde as coisas que estavam começando convergiram e, de alguma forma, apontaram para frente. Foi um momento muito importante para mim.

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