Entrevista com Débora Falabella: "Esse tipo de mulher se decepciona muito mais"

Débora Falabella está no elenco de Dupla Identidade, o novo seriado da TV Globo

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por Redação Alto Astral
Publicado em 10/09/2014 às 09:00
Atualizado às 20:50

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A estreia de Dupla Identidade, o novo seriado da Globo, está cada vez mais perto. Débora Falabella está no elenco e dará vida a Ray, uma moça que vai se envolver com o grande vilão da história e, ainda, sofre de um transtorno pouco conhecido. Ficou curioso? Nós também! Confira a entrevista completa com a atriz!

Entrevista com Débora Falabella: "Esse tipo de mulher se decepciona muito mais"

Foto: Divulgação TV Globo

GTV: Dupla Identidade é uma série com 13 episódios, ou seja, um projeto bem mais curto que uma novela. Isso deixa você com mais tempo livre para se dedicar à vida pessoal e ao próprio trabalho?
Débora: Mais ou menos, porque eu sempre arrumo mais coisas para fazer. Estou dirigindo um espetáculo infantil em São Paulo que meu pai, Rogério, escreveu. Eu e minha irmã Cynthia estamos dirigindo, na verdade. É um processo muito familiar. Ele escreveu para as netas, chama-se O Rei e a Coroa Enfeitiçada e estreia no final de setembro. Nos intervalos de gravação, a gente ensaia.

GTV: Direção era algo que você buscava?
Débora: Eu nunca tinha tido vontade de dirigir, mas quando a Cynthia entrou com o projeto, ainda mais sendo um texto do meu pai, isso mexeu comigo. Eu tinha medo, não me sentia preparada. Mas ele escreveu essa história pensando nas filhas e nas netas. Achei que seria muito bacana participar.

GTV: Foi por conta de Dupla Identidade que você não fez a próxima novela das 19 horas da Globo, “Alto Astral”?
Débora: Eu já tinha um outro trabalho programado, que talvez aconteça depois desse. E fiquei meio sem saber o que fazer. Daí, fui chamada para Dupla Identidade, então acabei ficando mesmo de fora da novela das sete. Mas saiu na imprensa que o Bruno Gagliasso tinha saído e eu tinha desistido. Isso foi pura invenção. Tenho certeza de que vai ser um sucesso, mas eu não vou fazer.

GTV: O que atraiu você em Dupla Identidade?
Débora: O texto é muito bom e a história é bem legal também. Quando eu soube que era um projeto da Glória Perez, já fiquei empolgada de cara. Achei interessantíssimo quando li. E personagem é assim: você lê e, se atrai, se bate, você tem que fazer.

GTV: A Ray, sua personagem, sofre de transtorno de borderline. O que exatamente isso causa nela?
Débora:  É uma mulher um pouco infantilizada, que acredita no amor, em algo que vai acontecer de extraordinário. E essas mulheres sempre acabam se decepcionando muito mais, pelo fato de acreditarem em tudo isso.

GTV: O Edu manipula a Ray o tempo todo?
Débora: Sim, mas ele manipula porque ela se deixa manipular também. Quando ele aparece na vida dela, ela passa a querer viver a vida dele. Nada mais importa, só estar ao lado daquele homem. Isso, por si só, já é uma situação perigosa.

GTV: E por que ele escolhe justamente ela? Ele tem noção desse transtorno?
Débora: Acho que ela se torna o par perfeito para ele. O Edu é um cara completamente sem noção que vive com uma mulher que está sempre no limite de suas emoções. Ela sempre vai comprar qualquer briga por ele, a Ray vai ser o álibi perfeito e que fica aos pés dele em todos os momentos.

GTV: E ela tem noção do próprio problema?
Débora: Ela não sabe, isso vai ser falado no meio da série. Tanto que não gosto de ficar contando sobre isso agora. As pessoas vão entender com o passar dos episódios.

GTV: E em algum momento ela percebe que o Edu é um psicopata?
Débora: De jeito nenhum, para ela o Edu é um príncipe. Mais para frente, eu não posso dizer o que vai acontecer. Mas, pelo menos no início, ele é um cavalheiro o tempo todo.

GTV: Se chega um convite para um papel que não agrada, você nega?
Débora: Se eu puder e não for um que me instigue, sim. O que eu quero é fazer coisas diferentes, que me atraiam. Pode ser que depois da Ray apareça um papel até próximo dela, mas escrito e trabalhado de um jeito tão interessante que eu fique morrendo de vontade de pegar. Não tem regra para essas coisas.

GTV: Você tem levado sua filha para ver seu trabalho de direção na peça?
Débora: Ah, ela vai sempre. Agora está se sentindo totalmente parte do espetáculo. Já sabe as músicas, vai nos ensaios.

GTV: Acha que ela vai querer ser atriz? E se quiser, como você pretende agir?
Débora: Olha, eu acho que ela não vai querer ser atriz. Mas, se quiser, o que eu vou poder fazer, não é mesmo?

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