Você está se alimentando bem? Descubra através dos sinais do seu corpo

Embora encaremos como sintomas isolados, nosso organismo nos avisa diariamente se algo não está indo bem, inclusive em casos de desnutrição! Saiba mais sobre esses alertas com a ajuda de uma especialista.

Você está atento aos sinais do seu corpo?
Você está atento aos sinais do seu corpo? - Shutterstock

por Thaís Lopes Aidar
Publicado em 13/05/2021 às 18:00
Atualizado às 18:00

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A alimentação é imprescindível para a vida do ser humano, sendo responsável, inclusive, por parte do funcionamento do organismo. Portanto, é preciso estar constantemente atento aos hábitos alimentares, a fim de evitar distúrbios e doenças ligados a ela. 

Quando não nos alimentamos de maneira correta, nosso corpo é diretamente afetado e começa a dar sinais de problema, podendo tratar-se de desnutrição. Mas quais são esses sintomas? O que fazer para reverter esse quadro? Descubra as respostas para essas e outras perguntas e entenda mais sobre o assunto com a ajuda de Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

A desnutrição é uma situação clínica que ocorre pela ingestão ou absorção inadequada de nutrientes essenciais para as necessidades do organismo. Embora o quadro possa ser grave ou não, a especialista alerta para um grupo de risco: "crianças, idosos e gestantes, particularmente, podem ter sérias consequências. Lembrando que isso não acontece apenas com quem come pouco, está associado, também, a alimentos pobres de nutrientes e com potencial inflamatório". 

Outro ponto importante destacado por ela, é que pessoas acima do peso também podem estar desnutridas. Portanto, além da perda de peso, é preciso atentar-se a outros sinais:

  • cansaço excessivo;
  • dificuldades de concentração e memória;
  • grave perda de peso;
  • falta de apetite;
  • redução da temperatura corporal;
  • pele, cabelos e unhas frágeis;
  • sinais de envelhecimento precoce ou acelerado;
  • anemia;
  • retenção de líquidos;
  • disfunções intestinais;
  • diarreia frequente;
  • apatia e irritabilidade;
  • baixa imunidade;
  • má cicatrização das feridas;
  • infertilidade;
  • falhas no desenvolvimento intelectual (em crianças).

De acordo com Garcez, esses sintomas podem aparecer devido à falta de nutrientes, como proteínas, ácidos graxos, minerais e vitaminas, dado que nosso organismo não é capaz de sintetiza-los. Assim, devemos obtê-los por meio da dieta, ou seja, dos alimentos que consumimos, visando a ingestão de opções saudáveis e ricas. 

"Algumas disfunções causadas pela carência de nutrientes específicos são: a anemia, pela falta de ferro ou vitamina B12; hipotireoidismo, pela deficiência de iodo; ou xeroftalmia, pela redução de vitamina A", ela pontua.

Entre as causas mais comuns da desnutrição, podemos citar a falta de acesso a alimentos por condição financeira, problemas no metabolismo ou absorção dos nutrientes (em casos de diarreia, anorexia, diabetes, uso de medicamentos específicos e quimioterapia, por exemplo), e dietas pobres (algumas opções alimentares vegetarianas ou regimes da moda, que visam uma redução calórica abrupta, sem se preocupar com a saúde), segundo a médica. 

Aproveitando melhor os nutrientes

Uma das sugestões da nutróloga é consumir frutas e verduras ainda frescas, pois, elas perdem seus nutrientes com o passar do tempo. Além disso, ela dá a dica de não desperdiçar a água utilizada no cozimento de vegetais e reutilizá-la no preparo de outros pratos.

Outra recomendação dela é não submeter os alimentos a temperaturas muito altas e evitar batê-los no liquidificador muito antes do consumo, por exemplo. O ideal é sempre prezar pelo consumo imediato. No entanto, caso opte por conservá-los, é fundamental fazer isso da maneira correta para cada comida. 

 "As orientações sobre a melhor forma de ter uma alimentação equilibrada, devem considerar as condições e preferências individuais, para dessa maneira não apenas tratar, mas prevenir as consequências", finaliza Marcella. Por isso, consulte sempre um profissional de saúde.

Consultoria: Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.