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Raciocínio: afinal, como a ciência define essa capacidade?

O raciocínio é bastante útil em diversas situações no cotidiano. Mas como, exatamente, a ciência define e explica essa capacidade do cérebro humano?

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 15/08/2016 às 18:55
Atualizado às 21:00

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Com o passar do tempo e a evolução de pesquisas, se descobriu mais sobre o que seria o ato de raciocinar, o exercício da razão pelo qual se procura alcançar o entendimento de atos e fatos. “Raciocínio é a nossa capacidade de pensar logicamente, de fazer associações, de integrar novas ideias às que já estavam em nossa cabeça, propor um novo enfoque e aplicação como resultado de um processo de pensamento”, explica Solange Jacob, diretora pedagógica do método SUPERA – ginástica para o cérebro.

menino usando óculos - raciocínio

FOTO: iStock.com/Getty Images

Fisiologicamente falando, o raciocínio é um fenômeno mental produzido por um cérebro em funcionamento saudável. “Tudo o que acontece no organismo tem a ver com a química corporal. O raciocínio se manifesta através da química cerebral, dos neurônios e dos neurotransmissores, o que acaba se tornando a manifestação física daquilo que a gente chama de pensamento, de raciocínio”, afirma o psicólogo Roberto Debski.

O ser humano está raciocinando constantemente, isto é, não é preciso que ele determine um momento exato para fazê-lo. Todas as informações recebidas ao redor (imagens, sons, sentimentos, etc) são processadas inconscientemente, ainda que haja momentos em que nos esforçamos mais para raciocinar, como na hora de resolver uma equação matemática.

No cérebro, diversas áreas são envolvidas no ato de raciocinar, independentemente do tipo de raciocínio. “Mesmo que haja áreas predominantemente exigidas, o funcionamento do cérebro é comumente global e integrado por inúmeros feixes nervosos que conectam regiões distintas e modificam a intensidade destas comunicações entre si”, aponta o psiquiatra Sander Fridman.

Raciocínio vs. idade

Conforme o organismo envelhece, seu desempenho declina. É um fato natural a qualquer ser vivo e, no caso dos seres humanos, as mudanças podem ser percebidas, principalmente, pelas falhas ocorridas no cérebro, como na memória e na velocidade do raciocínio. “Com a idade, acabamos perdendo neurônios, que não são repostos. Porém, se você manter a mente ativa, consegue reduzir essa perda neural, porque serão criadas novas conexões entre os neurônios”, explica Debski.

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Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Roberto Debski, psicólogo;Sander Fridman, psiquiatra; Solange Jacob, diretora pedagógica do método SUPERA