Mandalas terapêuticas: 8 curiosidades sobre a prática

Segundo especialista, por meio dessa técnica é possível exercitar o autoconhecimento

Mandalas vão além de um recurso recreativo, elas podem ajudar a se conectar com si mesmo (a)
Mandalas vão além de um recurso recreativo, elas podem ajudar a se conectar com si mesmo (a) - Reprodução / Instagram @shreemandala

por Julia Natulini
Publicado em 22/09/2021 às 18:00
Atualizado às 18:00

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Dentre as tantas terapias que existem para diminuir a ansiedade e colaborar com a saúde mental, uma que não é muito conhecida entre as pessoas é a das chamadas mandalas terapêuticas. Opção valiosa para proteger o cérebro diante de sintomas de estresse ou improdutividade, fatores que podem atrapalhar o dia a dia das pessoas, as mandalas são ferramentas poderosas para atingir o bem-estar.

De acordo com Myrian Romero, artetarepauta, as mandalas terapêuticas podem revelar se o paciente está vivenciando um quadro de ansiedade por meio de cores e formas. Ao Alto Astral, a especialista explicou que ao observar um conjunto de mandalas, ficam evidentes os traços de alguém ansioso, por exemplo. "Nesse caso é avaliado se é algo pontual e natural, diante, de uma situação inesperada, como a perda do emprego, luto, ou se de fato ela já marca o início de um transtorno”, comenta Myrian.


E embora muitos pensem que é um nova técnica, as mandalas terapêuticas são uma prática milenar que integra a emoção, sensação, razão e intuição, pois ela funcionam como uma bússola e, portanto, são capazes de revelar quais aspectos do inconsciente estão disponíveis para serem compreendidos e integrados no processo de autoconhecimento.

Sair da zona de conforto

A principal dica da arteterapeuta é estar aberto(a) ao novo e mergulhar nessa ajuda. Portanto, sair da zona de conforto e arriscar é a palavra-chave para quem quer resultados satisfatórios com as mandalas terapêuticas, de acordo com Myrian. “Assim, o próprio ato de fazer uma mandala terapêutica, que requer um trabalho de respiração, concentração e relaxamento, auxilia o paciente a controlar a ansiedade e evitar que a situação se agrave”, acrescenta a arteterapeuta.

Para quem nunca ouviu falar nessa prática o Alto Astral separou algumas curiosidades sobre mandalas terapêuticas que te ajudarão a compreender o que é de fato essa terapia e como ela pode colaborar com o seu estilo de vida. Confira abaixo:

  • As pessoas podem “ver” através do concreto (cores, formas, “movimentos” das imagens) seus padrões, impedimentos, talentos, questões internas e/ou sentimentos reprimidos;

  • No recurso das mandalas terapêuticas, usa-se a linguagem não verbal para se expressar e isso é muito poderoso;

  • Desenhar é gesto. Então, além de poder se conhecer mais e melhor, criar mandalas espontâneas promove uma enorme descarga de tensão, o que favorece o equilíbrio das emoções;

  • Muitas pessoas confundem essa prática como se fosse uma atividade apenas recreativa ou artesanal. Porém, as mandalas usadas no contexto terapêutico é um recurso para o autoconhecimento;

  • A sessão ocorre inicialmente com uma pequena pausa para o recolhimento, ou seja, um momento de respirar mais profundamente e desligar-se um pouco do mundo externo;

  • A origem da mandala, palavra que significa círculo em sânscrito, tem relação com as culturas hinduístas e budistas;

Além do recurso das mandalas terapêuticas, Myrian Romero recomenda algumas medidas simples para controlar a ansiedade, como manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, fazer pausas ao longo do dia para uma respiração mais longa e profunda, meditar mesmo que seja apenas 10 minutos por dia, fazer um escalda-pés e dormir bem.

Por fim, vale ressaltar que em casos mais graves de crises de ansiedade, é necessário um trabalho multidisciplinar, com o auxílio de psiquiatra e/ou  psicólogo, conectando cada vez mais as pessoas para que dessa maneira fiquem íntimas de si mesmas e passem a utilizar essa prática como modo de vida.

Fonte:  Myrian Romero, arteterapeuta pós-graduada em Gestão Emocional nas Organizações pelo Hospital Israelita Albert Einstein e em Psicologia Transpessoal pela Associação Luso-Brasileira de Transpessoal (Alubrat), é certificada MARI® (Mandala Assessment Research Instrument) e coordenadora do Centro Internacional de Mandala, Arte e Simbolismo (CEIMAS), além de professora em programas de pós-graduação.

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