Inteligência: como o ambiente pode influenciar essa habilidade

Entenda exatamente como o meio e o ambiente onde uma criança está pode influenciar na sua inteligência. A ciência desvendou o que acontece

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/10/2016 às 16:01
Atualizado às 11:37

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Na psicologia, há um fenômeno bastante conhecido chamado de Efeito Pigmaleão (ou Efeito Rosenthal), que consiste na ideia de que, quanto maiores as expectativas que se têm em relação a uma pessoa, melhor será seu desempenho. Ou seja, o meio e o ambiente em que a pessoa vive – recebendo os devidos estímulos – pode potencializar a sua inteligência. Entenda!

Inteligência: como o meio pode influenciá-la?

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Quando o meio influencia a inteligência

Em 1968, os psicólogos norte-americanos Robert Rosenthal e Lenore Jacobson, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, realizaram um importante estudo que trouxe à tona esse fenômeno.

Eles submeteram alunos de uma escola primária da Califórnia ao teste de QI. Em seguida, reuniram os professores e lhes informaram que 20% das crianças eram superdotadas e garantiram que esses alunos iriam se desenvolver melhor nos estudos do que as demais crianças.

Os nomes dos “gênios” foram revelados aos professores, mas os alunos não foram avisados. No final no ano, todos os estudantes refizeram o teste e aqueles destacados realmente tiveram um desempenho significativamente melhor. No entanto, Rosenthal e Jacobson haviam escolhido os alunos aleatoriamente no início do estudo, isto é, não eram superdotados.

Os pesquisadores concluíram que, ao elevarem suas expectativas sobre aqueles alunos, os professores mudaram a forma de lidar com eles, passando a encorajar e incentivar mais; isso teria interferido positivamente o desempenho deles. “Se você cria um ambiente adequado para a pessoa, ou seja, o professor é mais paciente, atencioso e caloroso com o aluno, acaba influenciando seu desempenho. Isso vem sendo estudado, da mesma forma se o aluno que não recebe atenção adequada terá um mau desempenho. Podemos levar essas situações também para o ambiente familiar”, destaca Wallace Liima.
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Texto: Natália Negretti – Edição: Victor Santos
Consultorias: Fabrício Hampshire, neurologista do Hospital Caxias D’Or, em Duque de Caxias (RJ); Wallace Liima, professor e pesquisador em saúde quântica; Zora Viana, psicóloga especialista em neuropsicologia.

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