Memórias falsas: estudo mostra que é possível implantá-las na mente

Já pensou ter na mente memórias de momentos que nunca ocorreram? Pesquisadores japoneses mostraram que essa possibilidade é real

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 09/03/2017 às 09:08
Atualizado às 08:20

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Um estudo idealizado por pesquisadores japoneses demonstrou que é possível implantar pensamentos na mente de alguém e criar memórias falsas. Para tanto, os cientistas pediram aos voluntários do experimento que olhassem uma imagem em preto e branco com dois círculos, um dentro do outro, com listras verticais neles. Enquanto isso, eram dadas instruções às pessoas, e os seus cérebros eram monitorados por meio de máquinas de ressonância magnética.

homem encostando chip têmpora memorias

Foto: Shutterstock.com

Uma das orientações foi focar a mente para fazer o círculo de dentro aumentar. Assim, as reações foram verificadas no exame e, dentre as diversas ideias que passaram pela cabeça dos voluntários, quando eles imaginavam a cor vermelha na imagem, os cientistas aumentavam o círculo. Dessa forma, o exercício foi repetido por três dias.

Resultado: quando, depois desse período, os pesquisadores mostraram figuras com listras em preto e branco, questionaram quais eram as cores presentes e a resposta sempre era vermelho.

O teste foi repetido cinco meses depois, e os indivíduos ainda enxergavam a cor vermelha. Ou seja, foi implantada na mente deles uma memória falsa. Agora, o objetivo é utilizar o princípio de associação inconsciente para ajudar no tratamento da depressão.

Nesse mesmo sentido, um grupo de cientistas japoneses, ingleses e americanos utilizou um algoritmo para localizar memórias de experiências traumáticas e, por meio de um tipo de máquina, substituir essa lembrança negativa por uma positiva.

O estudo, publicado na revista Nature Human Behavior, consiste em uma técnica terapêutica que não obriga o paciente a reviver momentos de trauma. Uma vez que essa memória é acionada inconscientemente, o computador detecta o instante e um estímulo positivo é liberado para que, aos poucos, a lembrança seja substituída pela associação com algo positivo.

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Texto: Érika Alfaro – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

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