ESTILO DE VIDA

Você sabe o que é glicemia e como controlá-la?

Você já ouviu falar em glicemia? Ela é fundamental para manter a qualidade de vida, sabia? Confira as respostas para essas e outras dúvidas!

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Foto: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 11/04/2017 às 12:43
Atualizado às 13:41

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Você já ouviu falar em glicemia? Embora algumas pessoas saibam o que esse termo significa, outras ainda precisam de mais informações sobre o assunto. De uma maneira bem simples, é possível dizer que a glicemia nada mais é do que a quantidade de glicose encontrada no sangue. Mas, afinal, o que é essa tal de glicose?

Conhecendo os termos

A glicose pode ser descrita como uma das principais fontes de energia para as células que fazem parte do corpo humano. Para ser obtida, é preciso consumir alimentos ricos em carboidratos, como açúcar, algumas frutas, massas, arroz, cereais, batata e mandioca.

A glicemia em excesso é prejudicial ao organismo, por isso, é preciso controlá-la.

A glicemia em excesso é prejudicial ao organismo, por isso, é preciso controlá-la. Foto: Shutterstock

A partir daí, o sangue se encarrega de transportar a glicose para todas as células – com o objetivo de facilitar esse processo, o organismo produz uma substância chamada de insulina. O grande problema surge quando o índice glicêmico fica fora de controle, trazendo riscos à saúde. “Quando a insulina produzida não é suficiente para que a glicose seja aproveitada pelas células, há excesso de glicose no sangue ou hiperglicemia”, conta a nutricionista clínica funcional e esportiva Robena Molinari.

Como controlar a glicemia?

Existe um teste rápido e sem complicações que pode ser feito para detectar o índice glicêmico: a glicemia capilar. Para realizá-lo, o paciente precisa furar o dedo e coletar uma gota de sangue, que será analisada na mesma hora por um aparelho medidor dessa substância. O médico irá dizer quais são os valores considerados saudáveis, variando de pessoa para pessoa. Assim, é possível prevenir o surgimento de doenças como hipo ou hiperglicemia.

Além disso, vale lembrar que esse teste pode ser realizado a qualquer hora do dia, sendo que o número de vezes e os horários em que o procedimento deve ser feito precisam ser combinados com o médico. Contudo, os horários mais indicados são:

  •  Pela manhã, em jejum
  •  Antes das principais refeições do dia
  •  Um pouco antes de dormir
  •  Duas horas após as refeições principais.

Bons hábitos alimentares ajudam no controle da glicemia.

Bons hábitos alimentares ajudam no controle da glicemia. Foto: Shutterstock

Fatores de risco

Existem diversas causas que podem influenciar no nível glicêmico, afetando diretamente a saúde. A seguir, você pode observar alguns desses fatores:

Alimentação: “Hábitos alimentares saudáveis controlam as taxas glicêmicas, evitam picos de insulina e melhoram a qualidade de vida da pessoa”, explica a nutricionista Flávia Ramos. Exatamente por isso é fundamental conhecer bem os alimentos ingeridos e controlar a ingestão de doces em geral e de carboidratos.

Exercícios físicos: eles são imprescindíveis para conquistar saúde, uma vez que afastam o risco de diversas doenças. Por exemplo, exercitar-se com frequência pode ajudar na melhora da ação da insulina. Entretanto, é preciso atenção, uma vez que o organismo passa a usar mais glicose do que utilizaria se estivesse em repouso, o que, em alguns casos, pode levar a uma crise de hipoglicemia (quando a glicemia cai demais).

Estresse: além de influenciar na alimentação, sentimentos como o nervosismo e a ansiedade também liberam hormônios no organismo, os quais são capazes de modificar o nível glicêmico, podendo, inclusive, causar uma crise de hiperglicemia.

Doenças: todas as vezes em que uma pessoa apresenta problemas de saúde, o corpo tenta reagir e lutar contra a doença. Nesses casos, é fundamental aumentar a vigilância em relação às taxas glicêmicas (por meio do teste capilar), pois podem haver alterações.

Consultoria: Flávia Ramos, nutricionista; Lenita Zajdenverg, endocrinologista; Robena Molinari, nutricionista clínica funcional e esportiva | Texto: Larissa Tomazini

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