ESTILO DE VIDA

Cristianismo, budismo e hinduísmo: o que essas religiões dizem sobre o amor?

Através dos tempos, a filosofia e as diferentes religiões têm tentado expressar o amor com diferentes discursos e ensinamentos.

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Ao longo dos séculos as religiões vêm trazendo seus próprios conceitos sobre o amor. Foto: Pixabay / darksouls1

por Redação Alto Astral
Publicado em 13/06/2017 às 17:24
Atualizado às 13:27

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O amor e as religiões

Do ponto de vista religioso, as visões sobre amor são expostas de maneiras variadas pelas religiões do mundo: ora diretas e didáticas, ora místicas e reflexivas. E, por mais que as peculiaridades dos credos sejam passíveis de comparação, no âmago, as mensagens não trazem profundas divergências. Numa breve leitura sobre os conceitos fundamentais das principais religiões do mundo, constata-se que em todas o amor é a base doutrinária e a força capaz de unir e superar todas as diferenças – fato que, embora sabido, costuma não ser compreendido ou praticado por boa parte das pessoas. Sendo assim, confira frases ou ensinamentos que sintetizam os conceitos:

Cristianismo

No cerne da maior religião do mundo, o amor atua como um estilo de vida, e não apenas como um sentimento. Não à toa, Jesus resume os 10 mandamentos de Deus entregues a Moisés em apenas duas recomendações: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” (Evangelho de Marcos 12: 30 – 31). Além disso, a expressão do amor de Deus também aparece naquele que os teólogos consideram o versículo áureo de toda a Bíblia Sagrada, João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que entregou seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas que tenha vida eterna”.

Hinduísmo

Com culto centrado nas diferentes manifestações de Krishna, a divindade que encanta todos os cupidos atende pelo nome de Madana Moana, isto é, o próprio deus do amor – adorado principalmente na Índia e em Bangladesh. No entanto, no hinduísmo moderno, a forma mais sublime e pura é o amor materno. Isso porque a mãe se doa – ou deveria, pelo menos – plenamente ao seu filho sem esperar dele nada em troca.

Budismo

“O ódio nunca poderá acabar com o ódio. O amor pode. Isso é uma lei inalterá- vel”, diz a citação de Digha Nikaya, uma das escrituras budistas. Porém, seja na vertente teravada, zen ou tibetana, o amor não deve se limitar a um mero sentimento, mas sim tornar-se uma ação de auxílio e compaixão.

Hino ao amor

A epístola do apóstolo Paulo aos coríntios guarda uma das mais difundidas definições sobre o amor, a qual tem inspirado canções e poemas ao longo dos anos. No capítulo 13, ele afirma: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine; E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria; O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece; Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

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