Ciúme: o que se passa no cérebro nessa hora?

Conheça as regiões do cérebro estimuladas no momento em que você sente ciúme – além dos tipos mais comuns desse sentimento

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 26/09/2016 às 14:33
Atualizado às 11:38

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O ciúme não é um sentimento que atinge exclusivamente os adultos: ele pode ser despertado ainda durante a infância. Pode ocorrer quando uma das crianças se identifica com apenas um dos pais e sente ciúme quando ele está com outras pessoas, inclusive com seus parceiros.

O que se passa no cérebro de quem tem ciúme?

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Tipos de ciúme

Dessa maneira, esse sentimento não está presente apenas na relação amorosa de um casal. De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, também ocorre nas relações “fraternas (medo de perder o amor dos pais ou ser preterido porque nasceu um irmão); entre pais e filhos (pais que têm ciúmes dos genros ou noras, por tirá-los de perto deles e não se sentirem tão importantes quanto antes); entre filhos e pais (nos recasamentos, dificuldade em aceitar o novo parceiro dos pais por medo de perder o amor deles); profissionais (medo de ser substituído por alguém melhor aos olhos do chefe) ou mesmo nas amizades”.

Já segundo a psiquiatra e terapeuta Hebe de Moura, o ciúme também pode estar relacionado a objetos, devido ao apego exagerado a algo que não se queira compartilhar. “É algo próximo da inveja, já que também produz mal-estar pelo fato de a pessoa não possuir algo que pertence a outro”, esclarece.

O cérebro do ciumento

Além de todo o trabalho para o coração, o ciúme também mexe com o cérebro, principalmente quando é excessivo. Por meio de estudos e ressonâncias magnéticas, a neurociência vem mostrando que o sentimento estimula com mais intensidade a região do cérebro chamada córtex anterior cingulado, mesma área ativada quando sentimos dores físicas.

Uma pesquisa da Universidade de Pisa, na Itália, constatou relações entre ciúmes e distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Para isso, no estudo, foram analisadas imagens cerebrais de pessoas diagnosticadas com esses transtornos. Os resultados indicaram que os voluntários apresentavam sinais de ciúme delirante, e que eram mais potentes em indivíduos com dependência química, esquizofrenia e Alzheimer. Desse modo, foi comprovado que o ciúme tem efeitos no córtex pré-frontal ventromedial, região responsável por regular as emoções.

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Texto: Andrey Seisdedos/Colaborador – Edição: Victor Santos
Consultorias: Eloá Bittencourt, psicanalista e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (RJ); Hebe de Moura, psiquiatra e terapeuta; Marina Vasconcellos, psicóloga e terapeuta familiar.

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