ESTILO DE VIDA

Dor nas costas: veja o que influencia nesse incômodo

Grande parte da população vai sofrer pelo menos uma vez com dores nas costas na vida. Entenda o que causa esse incômodo e previna-o

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 04/10/2016 às 07:40
Atualizado às 11:41

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Dados da OMS apontam que cerca de 80% das pessoas sofrerão com dores nas costas pelo menos uma vez na vida. Esse sintoma pode interferir negativamente nas atividades diárias. “As dores na coluna são, geralmente, causas de graus de incapacidade, queda de produtividade no trabalho, aumento do estresse emocional, abandono de atividade física e diminuição da qualidade do sono”, esclarece a fisioterapeuta Isabela Laynes. Além disso, é possível que diversos movimentos, antes considerados naturais, sejam comprometidos ou perdidos.

A origem desse mal pode variar desde hábitos incorretos até questões físicas e doenças. “Sedentarismo, tabagismo, sobrepeso, hérnia de disco, desvios posturais, doenças metabólicas (como artrite reumatoide e espondilite anquilosante), doenças degenerativas (como a artrose, fatores psicossociais), entre outros fatores são as causas de dores nas costas”, justifica Isabela.

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FOTO: Shutterstock Images

O fisioterapeuta Ricardo Regi reitera que a postura também interfere, pois “as alterações como hiperlordose, hipercifose e escolioses podem, com passar do tempo, devido à mudança de eixo anatômico, provocar maiores desgastes nas articulações e, consequentemente, serem geradoras de dores nas costas”.

Corpo e mente

Além das questões físicas provocadas pelas dores nas costas, é comum que também apareçam algumas consequências pessoais. “É praticamente impossível desassociar os dois conceitos, principalmente quando falamos nas questões das dores crônicas. Por isso, cada vez mais a abordagem da dor lombar tornou-se biopsicossocioal”, complementa Ricardo.

Nesses casos, além de tratar os aspectos músculo esqueléticos, o especialista explica que são estudadas questões “comportamentais ligadas aos fatores de recidiva (reaparecimento de um sintoma) ou piora (ansiedade, estresse, medo e evitação), assim como outras relacionadas à melhora (por exemplo, motivação e confrontamento)”.

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Texto e entrevistas: Vitor Manfio/colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Isabela Laynes, fisioterapeuta no Centro de Qualidade de Vida, em São Paulo (SP); Ricardo Regi, fisioterapeuta.