Papa Francisco: conheça a sua luta pela paz

Além de prezar pela humildade, o Papa Francisco se consolida cada vez mais como um verdadeiro mensageiro pela paz mundial

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Foto: Giulio Napolitano / Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 06/11/2016 às 13:51
Atualizado às 18:44

Se o título Papa dos Pobres lhe cai tão bem, Francisco vem conquistando com suas ações mediadoras e pacificadoras – mesmo que despretensiosamente – a imagem de papa político e que luta pela paz. Confira a seguir sua influência em alguns conflitos pelo mundo.

Papa Francisco conheça sua luta pela paz

FOTO: Giulio Napolitano / Shutterstock.com

Papa e o conflito Bolívia x Chile

No começo de 2015, o Ministério de Comunicação da Bolívia divulgou foto em que mostra o presidente Evo Morales entregando um exemplar do Livro Azul, também conhecido como Livro do Mar, ao Papa Francisco. Nele, consta um dossiê que apresenta todos os antecedentes históricos da disputa boliviana com o Chile pela recuperação de uma saída para o mar. Segundo informou o comunicado, o livro foi entregue a pedido do próprio Papa Francisco, que queria saber mais informações sobre o conflito entre as nações.

As relações diplomáticas entre os dois países estão cortadas desde 1962 por conta do impasse. Em 2013, a Bolívia iniciou uma disputa na Corte Internacional da Justiça, em Haia, solicitando que o Chile negocie uma saída marítima para o país de Evo Morales.

O governo chileno se pronunciou a respeito do encontro de Evo com o papa, adiantando que não irá aceitar mediações externas em um tema que, para ele, interessa apenas ao Chile e à Bolívia. Mas, ao que parece, Papa Francisco não desistirá tão fácil de suas investidas pela paz. A Bolívia está na lista de países que o pontífice pretende visitar em 2015 e, possivelmente, o Chile também. E é bem provável que o assunto não seja esquecido pelo papa.

Francisco e o conflito nas Coreias

Vinte e cinco anos depois que o último pontífice pisou em terras coreanas, Papa Francisco esteve no país em agosto do ano passado. A recepção do país vizinho não foi das mais calorosas – minutos antes do desembarque do papa, a Coreia do Norte havia lançado mísseis de curto alcance no mar. Não à toa, a primeira mensagem emitida por Francisco foi relativa à disputa entre as duas nações. “A busca da paz pela Coreia é uma causa que nos preocupa, especialmente porque afeta a estabilidade de toda a região e de todo o mundo, cansado de guerras”, relatou em entrevista.

Segundo o pontífice, a península coreana passou por um longo período com ausência de paz. Por isso, solicitou: “Derrubem os muros da desconfiança e do ódio a fim de promover uma cultura da reconciliação e de solidariedade”. A mensagem foi bem recebida pela presidente sul-coreana, Park Geun-hye, que sinalizou que a visita do papa poderia curar a dor das Coreias e levá-las à reconciliação.

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Texto: Natália Ortega – Edição: Victor Santos

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