ENTRETENIMENTO

Médiuns: o que exatamente se passa no cérebro deles?

Algumas pesquisas científicas já tentaram descobrir as alterações que ocorrem no cérebro dos médiuns. Conheça algumas delas

None
FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 13/12/2016 às 15:35
Atualizado às 15:58

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Muitos estudos já procuraram desvendar o que se passa no cérebro dos médiuns. E certas pesquisas já apontaram para elementos interessantes na região do lobo parietal, que possui a função de processar elementos como a temperatura, o toque e a sensação de dor.

ilustração de silhueta de um homem com seu cérebro destacado

FOTO: Shutterstock.com

Alterações no cérebro dos médiuns

“Alguns estudos demonstram que a região do lobo pariental sofre alterações quando a pessoa está em atividade mediúnica, o que justificaria a ausência de dor em algumas situações”, destaca o neurocientista Aristides Brito.

O neurologista Martin Portner também menciona outra região que tem recebido atenção dos especialistas. “O giro angular está localizado na parte alta do lobo parietal e pode – junto com o giro temporal superior direito – estar envolvido na gênese da sensação de que o ‘eu’ se dissocia do corpo e tem poderes para observá-lo”, observa.

Assim, como o próprio especialista indica, trata-se de um mecanismo que seria essencial no transe, já que os médiuns descrevem que “o espírito se apodera do mecanismo da escrita” para materializar a mensagem no papel.

A chave de tudo?

Outra área colocada em evidência pelos cientistas que se propõem a estudar a mediunidade é a minúscula glândula pineal. Localizada na região cerebral denominada mesencéfalo, “ela é um receptor eletromagnético do organismo”, esclarece Aristides, “e funciona como uma antena – por isso é tão ligada à mediunidade. Acredita-se que essa área, em algumas pessoas, é mais ativa do que em outras, e acaba captando ondas de indivíduos que não estão mais presentes fisicamente”, sintetiza. A glândula é composta por cristais de apatita, e alguns estudos identificaram que quanto mais cristais uma pessoa possui, mais facilidade terá para capturar campos magnéticos.

LEIA TAMBÉM

Consultorias: Aristides Brito, neurocientista e diretor do Marca Pessoal Treinamentos; Marta Antunes Moura, vice-presidente da Federação Espirita Brasileira (FEB); Martin Portner, neurologista, escritor e palestrante; Vanessa Corredato, mestre em psicologia e membro do Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais (Inter Psi) da Universidade de São Paulo (USP).