Catapora: descubra como prevenir e tratar a doença!

Conhecido como um problema da infância, a catapora exige alguns cuidados a fim de manter o bem-estar do paciente!

A catapora atinge, com maior frequência, as crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade.
A catapora atinge, com maior frequência, as crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade. FOTO: Shutterstock

O vírus da varicela, mais conhecida como catapora, é altamente infeccioso e contagioso. Durante os meses da primavera, ele se espalha rapidamente sem escolher uma idade específica para fazer suas vítimas. Portanto, conhecer suas principais característica e saber como tratá-la é essencial para o bem-estar geral!

Vacinação contra a catapora

Apesar de a vacina contra a catapora ser bastante eficaz, cerca de 8% a 10% dos imunizados desenvolvem a doença. Acrescentada desde 2013 ao calendário básico de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde), a vacina tetra viral é responsável por imunizar, em uma só injeção, contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora. Antigamente, a imunização contra a catapora era feita pelo SUS apenas quando havia casos de surtos.

A regra para a vacinação é simples: a primeira dose é dada no primeiro aniversário da criança, com reforço aos quatro anos de idade. É importante ressaltar que, a fim de evitar surtos da doença, todas as crianças, os adolescentes e os adultos suscetíveis (que não tiveram catapora) devem ser vacinados. Contudo, em pessoas que tenham deficiência do sistema imunológico, é preciso haver consultas por um médico para a sua indicação.

A catapora pode causar sintomas como febre e coceira.

A catapora pode causar sintomas como febre e coceira. FOTO: Shutterstock

Complicações da doença

O vírus da varicela se aloja nas lesões da pele e pode ser transmitido a outras pessoas pelo ar, contato direto ou por objetos utilizados pelo doente. Mas, se não for bem cuidada, a doença pode causar algumas complicações na própria pessoa infectada. As bactérias presentes na pele podem penetrar através das lesões, levando à infecção secundária bacteriana, que pode causar dor, inchaço, vermelhidão, pus e febre.

Essa manifestação é súbita, geralmente no segundo ou terceiro dia após o aparecimento das lesões. Inicialmente, observa-se sangramento nas feridas, nariz, boca e urina, podendo evoluir para perdas de sangue mais intensas pelas fezes ou trato respiratório.

 

 

É importante que a pessoa não coce as feridas da pele para não piorar o quadro.

É importante que a pessoa não coce as feridas da pele para não piorar o quadro. FOTO: Reprodução

Como tratar o problema?

Com o diagnóstico confirmado por um médico, a primeira medida é o afastamento da escola ou do trabalho, para evitar a transmissão do vírus. Para combater a febre, são indicados antitérmicos (dipirona ou paracetamol). Também existem alguns medicamentos que combatem o vírus varicela-zóster. Eles não o eliminam, mas podem reduzir a duração dos sintomas e o número de lesões cutâneas.

Outros cuidados básicos devem ser tomados. É importante manter as unhas curtas, lavar sempre as mãos e as lesões com água e sabão e não coçar as “pintinhas vermelhas”. Para que as consequências das coceiras sejam menores, vista as crianças com luvas, calça comprida e blusa de manga longa.

 

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