Veneza: a cidade construída sobre as águas possui um charme milenar

A cidade de Veneza já foi uma República independente, que controlou as águas do Mediterrâneo com um grande exército. Hoje, ela encanta os turistas por sua arquitetura, beleza e peculiaridade.

Por Vinicius Galico - 13/09/2017

Foto: Pixabay/12019

Veneza é uma cidade turística pra lá de elegante, que sabe preservar todo o estilo adquirido ao longo de séculos e mais séculos. Mas, além disso, ela também é peculiar e única em todo o mundo: a cidade foi construída a partir de pequenas ilhotas, em meio a Lagoa de Veneza, no nordeste da Itália.

República de Veneza?

Você não leu errado, Veneza já foi uma cidade-estado independente e, inclusive, uma das mais ricas e poderosas de toda a Europa durante a Idade Média. Tudo começou entre os séculos VI e IV, quando a região ainda pertencia ao Império Bizantino. Devido a alguns fatores, como as invasões de povos bárbaros e um certo isolamento do resto do Império, a região foi adquirindo cada vez mais autonomia até declarar sua independência e fundar a República. Aliás, essas invasões que citamos foi o motivo que levou os venezianos a migrar da porção continental para as ilhotas da lagoa, em busca de mais segurança.

O fato é que, por volta do ano 1000, Veneza já era uma potência econômica e militar. Controlava o comércio entre o oriente e o ocidente e inclusive chegou a expandir seu território por áreas litorâneas da península balcânica (região da atual Grécia).

A Sereníssima, como era conhecida a cidade-estado, viu seu fim no século XVIII, quando Napoleão Bonaparte a invade e anexa ao seu império. Após a derrota do imperador francês, a região passou a pertencer ao recém-unificado Reino da Itália, no século XIX.

Imagem do Grande Canal, em Veneza.

Em Veneza não é permitida a circulação de carros e motos. E nem seria preciso. Toda a cidade é circundada por canais e a navegação em pequenos barcos é a forma mais eficiente de locomoção. Foto: Pixabay/klaus_schrodt

Visitando a cidade

Se você sonha em visitar a cidade, mas não gosta de fazer caminhadas, prepare-se. Por lá é proibida a circulação de carros e motos, e as únicas formas de perambular pela cidade são a pé ou em barcos, esta última opção, a “cereja do bolo” de qualquer visita a Veneza.  Os passeios de gôndola pelos canais da cidade representam uma cultura milenar até hoje preservada, vale a pena conferir.

Para atravessar o Grande Canal nas áreas longe das poucas pontes disponíveis, utilize o traghetto, uma gôndola pública. Custa apenas alguns poucos centavos de euro e o embarque e desembarque é feito em píeres demarcados.

Explorando Veneza

A melhor forma de explicar a geografia veneziana é como um labirinto de pequenos e grandes canais espalhados pela cidade. E explorar esse labirinto é algo recompenste (e menos complexo do que pode parecer a priori). Entre águas e vielas, você encontrará grandes museus como o Accademia, o Ca’Rezzonico, o Peggy Guggenheim ou o Punta della Dogana. O destaque, porém, está mesmo no entorno da Piazza San Marco, com sua magnífica basílica, o farol-campanário e o Palazzo Ducale, o elegante edifício dos poderosos doges da República Veneziana. Não perca também bons passeios a pé em Dorsoduro, Murano, Burano e na pequena San Giorgio Maggiore.

Imagem da Praça São Marco em Veneza.

A Praça São Marco é o destino turístico mais famoso de Veneza e o lugar mais importante de toda a cidade. Lá está situada a principal igreja e a sede de governo dos antigos Doges do período republicano. Foto: Wikimedia Commons

O que comer

Não irão faltar opções gastronômicas em sua passagem por Veneza. De fast-foods a pizzarias, bistrôs a restaurantes cinco estrelas, ou um simples café, tudo estará à sua disposição. Mas é importante ter algo em mente: Veneza cobra caro de seus turistas. Devido ao grande fluxo de pessoas que se dirigem à cidade (estima-se que 50 mil diariamente) e à sua exclusividade (quantas cidades como Veneza você pode visitar por aí?), os valores cobrados em alimentação e outros serviços, como hospedagem são elevados até mesmo para os padrões europeus.

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