Conheça as 3 principais candidatas à vacina contra o novo coronavírus

Até o momento, todos os exemplares ainda não possuem comprovantes completamente eficazes

vacina contra coronavírus
Foto: Dado Ruvic/Reuters/Arquivo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) há, no momento, 139 opções de vacina contra coronavírus sendo desenvolvidas. Contudo, apesar de nenhuma delas já ter apresentado resultados comprovadamente eficazes, três já estão em fases de estudo mais avançados.

As opções promissores de vacina contra o coronavírus

China – Sinovac e Instituto Butantã

Uma vacina contra o coronavírus será produzida pelo Instituto Butantã, em São Paulo. A expectativa é de que ela esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até junho de 2021, segundo o governador João Doria.

A realização da vacina no Brasil é uma parceria entre o governo do Estado de São Paulo com o laboratório chinês Sinovac Biotech, que transferirá a tecnologia da produção do imunizante para o instituto.

A produção em massa da vacina dependerá dos resultados obtidos a partir da terceira fase dos estudos clínicos que contará com 9.000 brasileiros e está previsto para começar em julho.

Vale ressaltar que as fases iniciais 1 e 2, que tem o intuito de avaliar a segurança e a capacidade da vacina em produzir anticorpos, foram realizadas na China, com 1.000 voluntários

Uma das grandes vantagens da opção chinesa para o Brasil é que o imunizante desenvolvido pela Sinovac utiliza vírus inativado e o Butantã já possui expertise neste tipo de método por ser responsável pela produção de outras vacinas semelhantes, como a da gripe.

Inglaterra – Universidade de Oxford e AstraZeneca

Na Inglaterra, uma das mais recentes apostas para a potencial vacina contra coronavírus é da farmacêutica AstraZeneca. A opção deverá fornecer proteção da infecção por cerca de um ano, disse o presidente da empresa, Pascal Soriot, durante entrevista a uma estação de rádio belga, a Bel RTL.

Os testes em humanos da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford já começaram. O estudo de fase 1 no Reino Unido está prestes a ser concluído e outro, de fase 3, já foi iniciado.

A AstraZeneca informou ter assinado contratos com França, Alemanha, Itália e Holanda para fornecer até 400 milhões de doses da vacina em potencial a toda a União Europeia.

A farmacêutica também fechou acordos com Estados Unidos e Reino Unido. “Se tudo correr bem, teremos os resultados dos ensaios clínicos em agosto/setembro. Estamos fabricando em paralelo. Estaremos prontos para entregar a partir de outubro, se tudo correr bem”, acrescentou.

A fase 3 da vacina será concluída no Brasil e contará com a participação de 2.000 voluntários no país, sendo metade em São Paulo, com realização da Unifesp, e o restante no Rio de Janeiro, pela Rede D’Or.

No entanto, diferentemente da vacina chinesa, a tecnologia requerida pela Universidade de Oxford é nova e não é dominada pelo Instituto Butantã.

Estados Unidos – Moderna e Institutos Nacionais de Saúde do país

Os testes preliminares do possível imunizante desenvolvido pela empresa de biotecnologia Moderna tiveram resultados positivos. Durante o estudo, oito pacientes receberam doses pequenas e médias da vacina e foram capazes de criar níveis de anticorpos semelhantes ou superiores aos encontrados em pacientes já recuperados da doença.

Tais resultados indicam que, pelo menos neste momento inicial, a vacina consegue gerar um certo quadro de imunidade. No entanto, como os testes foram feitos com um número muito reduzido de pacientes, ainda não é possível confirmar sua eficácia.

Novos testes com 600 pessoas foram anunciados pela empresa para começar em julho. “A fase provisória 1, embora em estágio inicial, demonstra que a vacinação com o mRNA-1273 produz uma resposta imune da mesma magnitude que a provocada por infecção natural”, disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna, em comunicado. Ainda de acordo com a companhia, a vacina “tem potencial para prevenir a covid-19”.

Entenda as fases de uma vacina

  • Fase 1: a primeira etapa funciona como uma avaliação preliminar. Nela são necessários poucos voluntários adultos e todos são monitorados de perto;
  • Fase 2: testes são realizados em em centenas de participantes para coletar dados que indiquem os melhores horários e doses para serem utilizados na fase 3. Os voluntários são escolhidos aleatoriamente e também são acompanhados com certo cuidado;
  • Fase 3: A terceira fase funciona como um ensaio em larga escala. A partir da vacinação de milhares de voluntários, será fornecida uma avaliação definitiva sobre sua eficácia e segurança.

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