Até que ponto o uso da tecnologia é saudável? Descubra!

Os avanços da tecnologia trouxeram incontáveis benefícios para o ser humano. Contudo, será que eles podem influenciar no quadro de ansiedade?

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Você sai para jantar com a família ou para tomar um café com os amigos e passa bastante tempo checando as redes sociais e interagindo por meio de aplicativos? Se a resposta foi “sim”, quer dizer que você se enquadra em uma realidade cada vez mais comum: a de pessoas que não conseguem se desconectar da internet nem quando estão na companhia de colegas e conhecidos. Esse hábito é uma característica da geração que nasceu ou cresceu com tabletes, celulares e computadores sempre às mãos. Entretanto, de forma exagerada pode se tornar um problema e comprometer até mesmo a saúde, sabia? “Com a velocidade da tecnologia, os equipamentos eletrônicos têm acelerado nosso tempo real, ou seja, o tempo cronológico do ser humano. E, com isso, a produtividade e a qualidade de vida são afetadas”, explica o psicanalista Paulo Paiva. Mas, afinal, a tecnologia pode ser considerada uma vilã para as pessoas que sofrem com a ansiedade?

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Entenda o processo

Uma pessoa ansiosa é inquieta e tem sempre a sensação de pressa e urgência. Portanto, para ela, o sentimento de insegurança e o medo são constantes. Pensando que a tecnologia é responsável pelo bombardeio de informações a todo instante, aquele indivíduo que apresenta ansiedade sofre com o imediatismo das coisas, o que acaba piorando o seu quadro. O grande problema é que ele não consegue equilibrar o uso dos aparelhos tecnológicos, fazendo com que haja prejuízo para a vida social e para o corpo. “Se você está sempre conectado, recebendo informações variadas e querendo informar outras pessoas, é claro que isso vai gerar ansiedade, já que ninguém consegue absorver todas as informações e estar sempre conectado”, esclarece o neurologista André Lima.
Para entender melhor, acompanhe o raciocínio do professor de yoga Arlindo Fiorentin: “O frenesi de informações causa angústia, insatisfação, ansiedade e pouco ou nenhum conteúdo. Algumas pessoas ficam ansiosas para acessarem a comunicação digital na busca de novidades, em uma verdadeira bola de neve: mais, mais e mais conectados”, afirma.

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Como perceber a influência negativa?

Em meio a tanta oferta de aplicativos, planos de internet e equipamentos eletrônicos, fica difícil encontrar um ponto de equilíbrio entre o que é normal e aquilo que não é mais saudável. Então, como saber se o tempo que você passa conectado está fazendo mal à sua saúde? Uma forma simples é ficar atento a alguns sinais clássicos que indicam dependência da tecnologia. Portanto, se você ou um amigo têm a necessidade de permanecer mais tempo online, apresenta irritabilidade ou depressão ao ficar desconectado e tem a sensação de “estar por fora” se o celular não toca, chegou a hora de buscar uma ajuda especializada.

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O lado bom da história

“Hoje em dia, existem diversos softwares para auxiliar os profissionais responsáveis por realizar terapias, como os neurofeedbacks, com sensores que podem ser avaliados no momento de perguntas ou da terapia em si, a fim de coletar o nível de sentimentos da pessoa e trabalhar melhor cada um deles”, ensina Paulo.
Também é possível encontrar inúmeros equipamentos que auxiliam o próprio paciente, por meio de avaliações da sua qualidade de sono. Além disso, existem alguns tipos de jogos e músicas que podem contribuir com o tratamento da ansiedade. “Mas temos que ensinar as pessoas a escolherem aqueles programas que dão mais prazer e paz, e não aqueles que lhes gerem mais ansiedade do que o normal, como jogos em que é preciso que outras pessoas doem ‘vidas’ ou que o jogador conquiste determinada fase”, completa o psicanalista.

 

Texto: Larissa Tomazini
Consultoria: André Lima, neurologista; Arlindo Fiorentin, professor de yoga; Paulo Paiva, psicanalista

 

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