Cuidados com a diversão: afinal, games educam?

É inevitável que as crianças estejam cada vez mais ligadas em jogos no mundo virtual, principalmente em videogames. A pedagoga Lynn Alves, com pós-doutorado em jogos e aprendizagem, garante que “é possível desenvolver habilidades cognitivas, sociais, motoras, afetivas e construir conceitos com essa brincadeira”.

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Saber os limites e conciliar os jogos com as obrigações é essencial para uma brincadeira saudável.(Foto: ShutterStock/Pixabay Images)

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/06/2018 às 09:28
Atualizado às 13:53

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É inevitável que as crianças estejam cada vez mais ligadas em jogos no mundo virtual, principalmente em videogames. A pedagoga Lynn Alves, com pós-doutorado em jogos e aprendizagem, garante que jogar é um momento lúdico, como brincar de carrinho ou boneca. “É possível desenvolver habilidades cognitivas, sociais, motoras, afetivas e construir conceitos com essa brincadeira”, diz.

Existem riscos?

A psicóloga e psicanalista Ana Paula Magosso Cavaggioni explica que o mau uso dessa ferramenta pode trazer alguns riscos. “A criança que passa horas jogando deixa de fazer outras coisas e o interesse fica restrito aos jogos, podendo levar à queda no rendimento escolar, sedentarismo, obesidade, alterações posturais, musculares e esqueléticas e até convulsões. Sem contar quem se expõe em jogos online, onde interagem com desconhecidos”, alerta.

“A criança precisa de tempo para estudar, brincar e descansar”, complementa Lynn. A pedagoga reforça que o ideal é jogar entre 1h e 1h30 por dia e que a idade para cada jogo vai depender dos valores da família. Quanto à idade para começar a jogar, Ana Paula informa que até os sete anos a criança não separa bem a fantasia da realidade, então, os pais devem ter muita atenção no tipo de jogo escolhido.

Para não viciar

É muito comum que crianças e adolescentes se envolvam de uma maneira com o videogame que não queiram fazer outras atividades. “Os pais precisam criar outras atividades no dia a dia, como leitura, a própria TV com séries e desenhos e também a interação com outras crianças em parques ou shoppings”, aconselha Lynn.

“Os pais devem dar limites aos filhos e mostrar outras alternativas, como jogos de tabuleiro, idas ao parque, brincar com os outros brinquedos e estudar. A criança também precisa de tempo para ir descobrindo seus interesses”, complementa Ana Paula

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Texto: Carolina Brito // Edição: Luis Felipe Silva

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