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Fobia escolar: saiba como identificar e tratar em crianças

A volta às aulas costuma causar muito choro em crianças pequenas e reclamação dos adolescentes que se desacostumam com essa rotina. A fobia escolar, um tipo de transtorno de ansiedade, é um medo exagerado e injustificado de ir à escola e está entre os distúrbios que mais afetam crianças e adolescentes.

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A fobia escolar pode se manifestar por diversas causas. É importante conhecê-las para poder tratá-las. (Foto: ShutterStock/Pixabay Images)

por Redação Alto Astral
Publicado em 14/08/2018 às 09:14
Atualizado às 13:54

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A volta às aulas costuma causar muito choro em crianças pequenas e reclamação dos adolescentes que se desacostumam com essa rotina. Porém, é preciso avaliar até que ponto essa reação é normal. A fobia escolar, um tipo de transtorno de ansiedade, é um medo exagerado e injustificado de ir à escola e está entre os distúrbios que mais afetam crianças e adolescentes. “A fobia escolar pode desencadear outros medos, evasão escolar, repetências, ausência de socialização com os colegas e baixa autoestima. Se não percebida e tratada pode oferecer prejuízos para a vida toda”, explica a psicóloga da Clínica Maia, Regiane Rocha da Silva.

Por que tanto medo?

A especialista conta que os fatores desencadeantes desse medo excessivo podem ser de causa genética, estressores familiares, bullying, transtornos de aprendizagem, mau desempenho escolar ou mesmo mudança de escola. A causa mais frequente está relacionada à dificuldade da criança em lidar com a separação física dos pais ou de pessoas que tenham vínculos importantes, pois a fobia evoca desamparo, separação, abandono, insegurança e perda de amor. “Muitos pais, por não terem conhecimento da fobia escolar, ou por não saberem lidar com a situação, acabam por forçar, castigar e impor que a criança vá à escola e isso poderá causar ainda mais sofrimento”, analisa Regiane.

Sintomas

Segundo a psicóloga, muitas vezes, os sintomas da fobia escolar começam dentro de casa, antes de ir à escola ou no trajeto dela. Os mais frequentes são: dor de barriga ao acordar, vômitos, náuseas, diarreias e dores de cabeça, crise de choro quando se aproxima a hora de ir à escola, suores ou tremores, recusa por meio de desculpas infundadas, voltar a fazer xixi na cama, ter insônia ou pesadelos e dificuldade em ficar sozinho.

Como tratar?

Primeiramente, a criança precisa se sentir segura. “Assim, a interação, estimulação, diálogo e apoio de todos os envolvidos (pais, professores, coordenador pedagógico) são fundamentais para o encorajamento de sua ida à escola”, afirma a psicóloga. A terapia cognitiva comportamental é uma das formas de tratamento que traz bons resultados e alivia o medo do pequeno. “Com as técnicas desta abordagem, a criança aprenderá a mudar os pensamentos que geram essa intensa resposta emocional, agindo assim de forma mais realista frente às suas dificuldades”. Em alguns casos, também se faz necessário o tratamento com medicamentos, por isso, o acompanhamento psiquiátrico também é importante. “Quando o medo não faz sentido e interfere nas atividades diárias, é hora de procurar um profissional, principalmente se os sintomas persistirem por mais de dois meses”, completa Regiane.

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Consultoria: Regiane Rocha da Silva, psicóloga da Clínica Maia.

Texto: Carolina Brito// Edição: Luis Felipe Silva

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