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Castração: os benefícios, riscos e cuidados para seu animal

Entre gatos e cachorros, seja para machos ou fêmeas, a castração ainda é um procedimento cercado por mitos, mas recomendado pela maioria dos veterinários

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(Foto: iStocky / Getty Images)

por Redação Alto Astral
Publicado em 02/08/2017 às 15:59
Atualizado às 16:32

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A cadela castrada não se reproduz e, com isso, não há aglomeração de cães de rua por causa do cio, fato que evita brigas, ferimentos e também transmissão de doenças infecto-contagiosas. E por falar em doenças, a raiva se destaca como uma das principais, além de outras como toxoplasmose e verminoses. De acordo com o veterinário Hélio Toniollo, os animais que passam pela castração não têm alterações de comportamento. “E se houver, eles são para melhor, ou seja, ficam mais dóceis. Isso é bastante evidente no gato castrado, já que ele é mais ‘caseiro’ do que os não castrados, que saem à noite para procurar fêmeas em cio”, explica o especialista.

Outro ponto positivo é que, após a cirurgia, as cadelas e as gatas não apresentam as doenças comuns do aparelho reprodutivo e certos tipos de tumores que ocorrem em animais mais velhos. O procedimento cirúrgico para cadelas e gatas é feito no próprio consultório do veterinário, retirando-se o aparelho reprodutor (ovários, tubas e cornos uterinos). Para os machos caninos, a cirurgia é bem mais simples: é feita uma incisão de pele pré-escrotal e a retirada dos testículos. Já entre os felinos, é realizada a incisão entre os testículos para a sua retirada.

Anestesia

Em todos os casos, é usada a geral, com aplicação de um tranquilizante. Logo em seguida, é utilizada uma injeção de anestésico geral que, segundo Hélio, pode ter várias combinações e efeitos. “De forma geral, a anestesia é segura e não compromete a viabilidade da cirurgia. O que se procura é eficiência com baixo custo”. A duração da operação é variável, dependendo da experiência do cirurgião.

“Vale ressaltar que, quanto menos tempo se gasta para operar a castração animal, menor é o custo, já que a anestesia tem tempo limitado de duração”, esclarece Toniollo. No geral, a cirurgia dura cerca de 30 ou 40 minutos para as fêmeas e entre 20 e 30 minutos para os machos. “Às vezes, leva-se mais tempo para o animal ser anestesiado do que para ser operado”, avisa o veterinário.

Pós-operatório

Cuidado com a ferida cirúrgica: é importante acompanhá-la e cuidá-la 2 vezes ao dia, limpando-a com soluções adequadas e observando se há contaminação no local. Isso é necessário até, no máximo, sete dias após a cirurgia. Quanto à aplicação do antibiótico, é preciso seguir as recomendações do veterinário em relação à dosagem e à duração correta, de acordo com o veterinário. “Normalmente, para isso é feita prescrição por via oral ou, se o proprietário preferir, por via parenteral”, afirma Hélio

O veterinário ainda explana que a castração como método preventivo para o desenvolvimento do tumor de mama só tem função comprovada quando realizada antes do primeiro cio. “Sabe-se que o tumor de mama é hormônio dependente, e assim sendo, devemos castrar a cadela antes do primeiro cio para que essa premissa tenha validade. Quanto aos machos, a retirada dos testículos evita o desenvolvimento de tumores na próstata”, finaliza.

Texto: Luciana Cáceres/Colaboradora

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