Túnel do tempo: 5 clássicos do cinema que você precisa assistir!

Programe seu final de semana e assista 5 clássicos do cinema que vão te fazer entrar em uma espécie de túnel do tempo. Confira. Vale a pena!

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FOTO: iStock/ Getty Images
  • Amadeus

Amadeus (1984)
Diretor: Milos Forman | Com: F. Murray Abraham, Tom Hulce e Elizabeth Berridge | Premiações: Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e outras cinco estatuetas | Duração: 160 minutos.

 

 

A chance de conhecer a história (verídica ou não) por trás de um dos maiores músicos de todos os tempos rendeu oito estatuetas a Amadeus, drama biográfico que faz jus ao personagem que o inspirou.

A música é um capítulo à parte, porém as atuações e a direção segura são o que levam o filme ao patamar de clássico. Destaque para a cena em que Salieri e Mozart interagem em uma composição do segundo, que demonstra perfeitamente seu talento divino.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: a genialidade de Mozart poderia gerar diversas leituras e é mérito de Milos Forman ter escolhido um ângulo fora do comum. Embora a atuação de Tom Hulce, como Mozart, traga um brilho extra à produção, é o seu antagonista Salieri (F. Murray Abraham) com suas ambiguidades, suas frustrações e sua admiração pelo músico que jamais conseguiria ser, que torna a biografia diferenciada.

 

  • Assim Caminha a Humanidade

Giant (1956)
Diretor: George Stevens | Com: Elizabeth Taylor, Rock Hudson e James Dean | Premiações: Oscar de Melhor Diretor | Duração: 201 minutos.

 

 

A homenagem ao Texas ganha vida na saga de Leslie, um dos primeiros personagens femininos e texanos caracterizados de maneira tão imponente (por Elizabeth Taylor) na história do cinema. Chamado pela crítica de “faroeste moderno”, Assim Caminha a Humanidade acabou representando ao Texas o que … E O Vento Levou significa para a Georgia.

Três gerações passam pelas mais de três horas do épico, que mostra o íntimo e o conflito dos personagens – tais qual Jett, rancheiro que se torna rico com o petróleo – e como estes vão se moldando ao passarem da juventude à maturidade.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: pioneiro ao discutir a intolerância racial e social, Assim Caminha a Humanidade deixou seu legado ao marcar posição sobre o assunto. Aos 24 anos, James Dean também destaca-se e cresce a cada cena em que aparece. O ator morreu antes de o filme ser concluído.

 

  • Ben-Hur

Ben-Hur (1959)
Diretor: William Wyler | Com: Charlton Heston, Jack Hawkins e Stephen Boyd | Premiações: Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e outras oito estatuetas | Duração: 212 minutos.

 

 

Um clássico com pretensões de ser grandioso. E conseguiu: recordista de Oscars (11 estatuetas) até ser igualado por Titanic, orçamento estratosférico, seis anos de pré-produção, mais de 30 sets de filmagens, 8 mil figurantes e protagonista e diretor afiados em suas funções. A história do judeu Ben-Hur foi e ainda é o maior épico bíblico de todos os tempos, e não há números que possam dizer o contrário.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: a famosa cena da corrida de bigas gera lendas no mundo dos cinéfilos, como morte de cavalos e dublês e rostos de atores futuramente famosos entre extras de produção. Ainda se pode citar o visual deslumbrante, a fotografia e trilha sonora belíssimas e os cruzamentos entre a narrativa de Ben-Hur com momentos cruciais da vida de Cristo, elementos coordenados perfeitamente que tornam o longa nada menos do que megalomaníaco.

 

  • Coração Valente

Braveheart (1995)
Diretor: Mel Gibson | Com: Mel Gibson, Sophie Marceau e Patrick McGoohan | Premiações: Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia e outras duas estatuetas | Duração: 177 minutos.

 

 

Histórico, emocionante e com uma direção digna de Oscar, Coração Valente preencheu todos os requisitos para se consagrar como um grande épico. A linguagem simples ao contar a história de William Wallace, herói medieval escocês, muitas vezes engana, pois, por trás dela, há um roteiro preciso que se equilibra entre a carga dramática e a ação por quase três horas.

O orçamento robusto propiciou também uma perfeição técnica, tanto para figurinos e maquiagem quanto para fotografia. O filme ainda presenteia o espectador com cenas antológicas do cinema, por exemplo a do grito de liberdade o protagonista, que não se rende à tortura e torna-se mártir de seu povo.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: Mel Gibson inaugura uma nova era de realismo em batalhas cinematográficas. Sem edições na violência, ele opta por mostrar detalhes – sanguinários ou não – dos combates. Fez escola.

 

  • Tempos Modernos

Modern Times (1936)
Diretor: Charles Chaplin | Com: Charles Chaplin, Paulette Goddard e Henry Bergman | Duração: 87 minutos.

 

 

Trata-se do amadurecimento de Charles Chaplin enquanto cineasta. Dessa vez, seu personagem Carlitos acaba pirando com o ritmo de trabalho das fábricas em frequente processo de industrialização e de chegada das máquinas. Ele é demitido, para no hospital, é confundido com um líder comunista, vai preso… A crítica social permanece fortíssima, mas, no meio de tantas desventuras, Carlitos conhece uma pequena órfã e decide ajudá-la.

Ainda que todas as engrenagens sociais tentem esmagar o novo casal, a mensagem que ele transmite é feliz – especialmente por meio da memorável cena final, ao som de Smile, uma das músicas mais positivas já compostas, e que foi escrita pelo próprio Chaplin exclusivamente para o filme.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: as cenas de Carlitos na linha de produção. Mesmo sendo uma obra em preto e branco, é impressionante o caráter atemporal dessas cenas na fábrica, que auxiliam até hoje os professores de História na hora de exemplificar o modelo de produção fordista em sala de aula.

 

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Texto: Redação Alto Astral  Edição: Nathália Piccoli