Fundo de emergências: saiba como montar o seu em 6 passos

6 passos fundamentais para montar um fundo de emergências

Dicas infalíveis que te ajudarão a poupar no dia a dia sem desespero

fundo de emergências
Foto: Shutterstock

Ninguém gosta de falar de assuntos que envolvam dinheiro ou resguardar economias, mas este é um básico para ter uma vida financeira equilibrada: o fundo de emergências. Você precisa estar pronta para lidar com imprevistos e desafios, principalmente aqueles que envolvem crises ou um possível desemprego.

Embora seja um senso comum que ninguém tenha vontade de ficar poupando para aquilo que pode ou não acontecer, a verdade é que essas coisas aparecem sem avisar. Uma hora ou outra, por exemplo, vazamentos surgem, carros quebram, pessoas trocam perdem empregos e doenças atormentam. Para estes momentos, pode existir a tranquilidade de possuir um capital em caixa.

Siga as orientações e tenha um fundo de emergências eficaz

Para te ajudar nessa missão, conversamos com Carolina Ruhman Sandler, especialista em finanças pessoais e fundadora do Finanças Femininas, que enumerou alguns pilares para sustentar essa nova iniciativa de organização familiar.

1. Tenha a motivação correta

Para economizar, precisamos sempre ter algum bom motivo em vista: uma casa nova, trocar de carro, fazer aquela viagem dos sonhos, ou simplesmente pensar em futuro sem preocupações. Mas e quando surgem despesas que não podemos evitar e o nosso salário simplesmente não dá conta?

É para esses momentos que é importante ter um fundo de emergência. Para consertar o vazamento no encanamento, melhor tirar dinheiro dele do que dos seus investimentos para aposentadoria, não é? Guarde nem que seja 20 reais por semana ou mês, que você verá a diferença no final das contas.

2. Destine 10% do seu salário para ele

Especialistas indicam que um fundo de emergências realmente eficiente deve ter de três a seis meses da sua renda líquida. Com ele, você pode lidar mais facilmente com estes imprevistos que surgem e custam caro, sem assumir dívidas desnecessárias.

Para isso, vale guardar 10% do seu salário mensal até atingir esta soma. Caso não seja possível, não se desespere. Qualquer somatória que você conseguir juntar e reter em caixa será de grande valia e ajuda em possíveis casos inesperados.

3. Deixe o dinheiro aplicado

Nada de deixar o dinheiro parado na conta! Escolha um investimento com alta liquidez para deixar o seu fundo de emergências aplicado – ou seja, uma aplicação que seja simples para resgatar quando precisar. Os mais indicados neste momento para o seu fundo de emergências são CDBs ou fundos DI. Se tiver dúvida sobre esse tipo de transação, consulte um especialista ou gerente do seu banco.

4. Não espere o fim do mês para poupar

Se você for esperar o dinheiro sobrar na conta no fim do mês, não vai dar certo. O correto é você já pegar o dinheiro assim que ele cai na sua conta e já aplicá-lo para o seu fundo de emergências. O segredo é condicionar a sua mente a pensar que aquela quantia nunca existiu. Logo, você não tem como contar com ela para nada.

5. Programe aplicações automáticas

Para te ajudar a ter a disciplina necessária, melhor deixar organizada uma aplicação automática todo início do mês. Assim você vai juntar o dinheiro sem nem perceber e não correrá o risco de cair na tentação de pular alguma etapa ou simplesmente esquecer de guardá-lo.

6. Elimine despesas

Você já olhou para o seu guarda-roupas e pensou: quando foi a última vez que usei essa peça? Pois é! Existem vário gastos e dívidas que nos envolvemos por puro impulso. Chegou a hora de sentar, colocar todas as despesas no papel e eliminar aquilo que não é necessário. Pense que, embora pareça um pouco chato cortar certas regalias agora, no futuro, isso servirá como apoio para o seu fundo de emergências.

Anotou tudo? Então crie já o seu fundo de emergências e comece a depositar dinheiro nele todo mês. Deixe aquele dinheiro rendendo juros e veja ele crescer, mês a mês. Quando você se der conta, terá um apoio importante para momentos difíceis!

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