Tristeza ou depressão? Como não confundir os dois problemas?

A confusão é normal: tristeza ou depressão? Sintomas parecidos levam a confusão e muitas vezes dificulta a identificação da depressão. Veja mais sobre!

mulher triste
Foto: iStock.com/Getty Images

Todo mundo durante a vida vai apresentar momentos de maior dificuldade, tomado por sentimento de tristeza, melancolia e angústia. Nesses momentos, é comum pensar que não vai encontrar forças superar os obstáculos. Mas será que isso é depressão? O neurologista Leandro Teles explica que a depressão é uma doença complexa e potencialmente grave. Atualmente, ela acomete até 20% da população em alguma fase da vida.

 

mulher triste

Foto: iStock.com/Getty Images

 

“Ela é causada por fatores genéticos, hormonais e ambientais. Além de tristeza, a pessoa deprimida pode apresentar uma gama extensa de sintomas, tais como: emagrecimento, ganho de peso, insônia, baixa autoestima, falta de motivação alterações sexuais, restrição social, dores no corpo, apatia e fadiga. Em casos graves podem ocorrer sintomas psicóticos e desapego à vida, com risco de suicídio”, afirma.

O que acontece no cérebro?

Ao contrário do que muitos pensam, a depressão não é uma fraqueza, uma vontade de chamar atenção e nem frescura. Ela é provocada por um desequilíbrio que ocorre nas moléculas que conectam os neurônios, chamadas de neurotransmissores. Dessa forma, os principais transmissores são alterados, ou seja, reduzidos, como serotonina e adrenalina. Com isso, ocorre maior dificuldade em sentir prazer e aparecem vários sintomas físicos e psíquicos. “O paciente fica queixoso e fragilizado. Por vezes, fica muito difícil reconhecer o estado depressivo e é bastante complicado se livrar sozinho dos sintomas, apenas com força de vontade”, aponta o profissional.

 

Sentimento necessário

A tristeza traz uma sensação ruim, negativa, mas é um processo biológico realizado para o amadurecimento do cérebro. Ou seja, momentos tristes ensinam mais que os felizes, pois levam a pessoa à introspecção, autoconhecimento, estados criativos, fortalecendo a busca e a vivência da felicidade. “Sem tristeza e resignação não existe grande parte do aprendizado, todo sofrimento tem um caráter pedagógico”, afirma Leandro.

Consultoria Leandro Teles, neurologista

 

 

Leia também: