Transtornos de aprendizagem afetam 6% das crianças em idade escolar

Seu filho vai mal na escola? Saiba que ele pode sofre com algum transtornos de aprendizagem, que afeta 6% das crianças em idade escolar.

menino e menina escrevendo
FOTO: iStock e Getty Images

Uma das queixas mais comuns apresentadas por pais de crianças e adolescentes é o mau desempenho escolar. O que muitos não sabem é que um boletim ruim pode ter ligação com os transtornos de aprendizagem, que afetam cerca de 6% das crianças em idade escolar no mundo.

Segunda a psicóloga Thais Quarta, é importante entender que, na maioria dos casos, dificuldades escolares podem ter repercussões emocionais, familiares, sociais e individuais que, em alguns casos, duram anos e afetam o processo de aprendizado até a vida adulta. “Por isso, é preciso investigar a causa, que pode estar relacionada a algum transtorno da aprendizagem ou ser apenas uma dificuldade de aprendizagem”, explica Thais.

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Conheça os principais transtornos de aprendizagem

Eles não são consequência da falta de oportunidade de aprender, nem acontecem por motivo de doenças ou traumatismos que afetam o cérebro. Eles ocorrem quando há alguma anormalidade no processo cognitivo e derivam de algum tipo de disfunção biológica, sem afetar o quociente de inteligência (QI).

Dislexia: Provavelmente o transtorno de aprendizagem mais conhecido. Afeta a capacidade de fluência na leitura das palavras. Como resultado, a criança pode apresentar dificuldades de linguagem, impedindo um desenvolvimento adequado do vocabulário. Embora todos os fatores necessários para ler estejam presentes, como inteligência e motivação, a criança não consegue realizar a leitura porque tem dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade para formar as sílabas.

Discalculia: É a dificuldade no aprendizado dos números e das operações aritméticas. Crianças com discalculia possuem uma maneira diferente de compreender o raciocínio matemático.

menino lendo livro

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Disgrafia: É uma disfunção no desenvolvimento do ato de escrever letras ou números. A criança pode apresentar uma letra anormal em relação ao padrão esperado, ou seja, uma caligrafia deficiente, com letras mal elaboradas e sem proporção. Isso acontece porque a criança não consegue associar o desenho da letra à sua representação e, na tentativa de controlar essa dificuldade, escreve devagar e mistura as letras, tornando a escrita ilegível e desorganizada.

Disortografia: É o transtorno de aprendizagem que dificulta a escrita. A criança pode trocar, omitir ou inverter as letras, porém, não interfere na qualidade da letra, como acontece na disgrafia. Também há dificuldade em usar parágrafos, acentos, pontos e construir frases conexas, assim como é comum a criança trocar as letras que têm sons parecidos, como o “v” pelo “f”, o “x” pelo “ch”, etc.

FONTE: Thais Quarta, psicóloga e sócia-diretora da Clínica NeuroKinder

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