O futuro do streaming no Brasil, segundo Eldes Matiuzzo, CEO do Telecine

"Em uma guerra tem só um vencedor e não vai ser assim"

telecine play
Foto: Reprodução/Tamires Vitório/EXAME

Com a edição deste ano, que recebeu 280 mil visitantes, a CCXP brasileira se consolidou como o maior evento de cultura pop e geek do mundo. O que torna a feira um local ainda mais atrativo para que produtores de conteúdo como Netflix, Telecine Play e Globoplay exponham seus futuros lançamentos e reforcem a força dos títulos já conhecidos e aclamados pelo público.

Eldes MatiuzzoCEO do Telecine, aproveitou o espaço para contar as intenções do canal do Grupo Globo na feira, assim como a ideia por trás do estande repleto de experiências diferentes montado para os amantes de cinema de diferentes idades.

A ideia por trás do estande da Telecine Play*

Dividido em cinco partes, que representavam os principais gêneros cinematográficos (Comédia, Animação, Aventura, Terror e Sci-Fi), a plataforma de streaming do canal, o Telecine Play, mostrou que não pretende diversificar os seus tipos de conteúdo como seus concorrentes, por exemplo, e deverá focar somente na produção de filmes.

Falando em concorrência, Eldes deixou sua opinião sobre essa “guerra do streaming” que vem se tornando cada vez mais assunto entre os consumidores. “Eu sou contra esse termo porque não é uma guerra, em uma guerra tem só um vencedor e não vai ser assim. Para mim, é muito mais uma corrida para ficar entre as cinco principais plataformas, por exemplo“.

Entenda como isso pode afetar o seu consumo

Mas, como toda moeda tem dois lados, se você, assim como eu, já se questionou sobre o quanto essa diversidade de plataformas pode custar ao consumidor final (isto é, qual o valor dessa brincadeira no seu bolso quando chegar no fim do mês), fique tranquilo. Aparentemente, todas essas grandes companhias também já estão pensando nisso. Afinal, essa coisa de ir assinando um aqui e outro ali nos faz lembrar do método utilizado por um velho conhecido: a TV à cabo. Só que, agora, é como se ela estivesse na internet.

Eldes explicou que essa grande variedade, pelos menos idealmente, pode se tornar o pontapé inicial para que as redes de banda larga fiquem mais baratas e que ofereçam dentro de seu pacote o acesso ilimitado ao conteúdo disponibilizado nas plataformas. Ou seja, seria uma espécie de combo para comprar internet junto com um pacote, o que continuaria funcionando de forma bastante semelhante com a compra de canais por assinatura, mas pelo menos se tornaria um pouco mais acessível.

Para ele, o principal objetivo da plataforma é tentar democratizar o cinema e disponibilizar o conteúdo do cinema de forma mais inclusiva. “Em vez de você vender um plano de banda larga que custe cem reais por mês, porque não vender um que custe R$ 150 mas que já venha com Telecine Play e Netflix incluso?“.

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