Tecnologias influenciam sua memória (e muito!)

Sem dúvidas as tecnologias facilitaram a busca para quaisquer respostas que precisamos, porém elas acabam influenciando seu cérebro – entenda melhor!

cérebro-tecnologias-memória-aplicativos
IMAGENS: Shutterstock Images

Você saberia dizer qual é o nome da capital do Quirguistão? Procure no Google! Certamente, você já deve ter feito o mesmo para outras questões mais corriqueiras. Atualmente, mecanismos de busca e outras tecnologias de armazenamento se tornaram uma extensão prática e eficaz para o sistema cognitivo humano. Entretanto, há quem acredite que a memória humana está com os dias contados.

cérebro-tecnologias-memória-aplicativos

IMAGENS: Shutterstock.com

De fato, pesquisas mostram que o uso de aparelhos eletrônicos repercute nas funções cerebrais. Em um experimento publicado na revista Science, em 2011, os participantes foram convidados a escrever declarações facilmente recuperáveis da memória. Metade deles sabia que seu trabalho seria salvo em um computador; à outra metade, foi informada que as declarações seriam apagadas. Na segunda etapa do teste, os indivíduos que sabiam que o seu trabalho não seria salvo foram mais capazes de recordar as declarações.

Segundo o psiquiatra e hipniatra João Jorge Cabral, memória é a capacidade de reter ideias, sensações e impressões que foram adquiridas anteriormente. “Ela permite armazenar informação codificada e é também uma das funções cognitivas mais complexas que a natureza produziu”, revela.

Nos dias atuais, embora as informações não estejam mais na “ponta da língua”, há um aumento do conhecimento em relação às tecnologias para realizar essas operações. “O cérebro utiliza-se dos denominados mapas corporais para conduzir suas operações e pode incluir elementos fora do organismo. O mapa cerebral de um baterista, por exemplo, inclui a ponta da baqueta em seu mapa corporal”, explica o neurologista Martin Portner.

LEIA TAMBÉM

Texto e entrevistas: Larissa Faria – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: João Jorge Cabral, psiquiatra, hipniatra e presidente da Associação Brasileira de Hipnose – ASBH; Martin Portner, neurologista mestre em neurociência pela Universidade de Oxford; Renan Domingues, neurologista do Hospital Bandeirantes, em São Paulo (SP).