Tecnologia demais pode causar ansiedade?

Será que tecnologia em excesso pode deixar as pessoas com os nervos à flor da pele? Afinal, ser tecnológico faz bem ou faz mal para a saúde?

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Em meio a tanta oferta de tecnologia de aplicativos, planos de internet e equipamentos eletrônicos, fica difícil encontrar um ponto de equilíbrio entre o que é normal e aquilo que não é mais saudável. Então, como saber se o tempo que você passa conectado está fazendo mal à sua saúde? Uma forma simples é ficar atento a alguns sinais clássicos que indicam dependência da tecnologia. Se você ou um amigo tem a necessidade de permanecer mais tempo online, apresenta irritabilidade ou depressão ao ficar desconectado e tem a sensação de “estar por fora” se o celular não toca, chegou a hora de buscar uma ajuda especializada.

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O lado bom da história

A tecnologia também tem o seu lado positivo na saúde, como aplicativos que ajudam a relaxar e aliviar o estresse diário. “Hoje em dia, existem diversos softwares para auxiliar os profissionais responsáveis por realizar terapias, como os neurofeedbacks, com sensores que podem ser avaliados no momento de perguntas ou da terapia em si, a fim de coletar o nível de sentimentos da pessoa e trabalhar melhor cada um deles”, ensina o psicanalista Paulo Paiva.

Também é possível encontrar inúmeros equipamentos que auxiliam o próprio paciente, por meio de avaliações da sua qualidade de sono. Além disso, existem alguns tipos de jogos e músicas que podem contribuir com o tratamento da ansiedade. “Mas temos que ensinar as pessoas a escolherem aqueles programas que dão mais prazer e paz, e não aqueles que lhes gerem mais ansiedade do que o normal, como jogos em que é preciso que outras pessoas doem ‘vidas’ ou que o jogador conquiste determinada fase”, completa o psicanalista.

 

 

 

Texto: Larissa Tomazini

Consultoria Paulo Paiva, psicanalista

 

 

 

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