Tabuleiro de xadrez de Sayumi: conheça essa ilusão de ótica incrível

Já ouviu falar no tabuleiro de xadrez de Sayumi? Então conheça mais sobre essa ilusão de ótica!

ilusao tabuleiro xadrez sayumi

O conhecimento de mundo de cada indivíduo é algo pessoal, e está ligado às suas vivências e sua sensibilidade. Por exemplo, alguns podem perceber algo que é branco em uma cor mais azulada – ou algo que é cinza na cor branca. Tudo isso também depende dos contrastes e da luminosidade, segundo o o professor de física Patrick de Almeida Pinto.

“Tal confusão de cores ocorre no tabuleiro de xadrez de Sayumi”, diz. Esse tabuleiro foi divulgado por Edward H. Adelson, professor de ciência da visão do Instituto de Tecnologia de Massachussets, nos Estados Unidos, em 1995. A impressão é que de os quadrados A e B têm tonalidades diferentes. Contudo, o tom de cinza é exatamente igual. “Devido à sombra do cilindro em contexto, o contraste muda e nos fornece uma relatividade que nos ilude”, explica o professor.

Na figura abaixo, está a mesma imagem, porém, as barras em paralelo ajudam a evidenciar de que os quadrados possuem cores idênticas.

ilusao tabuleiro xadrez sayumi

ilusao tabuleiro xadrez sayumi

Imagens: Wikimedia Commons / Rodolfo Cubas

Ilusões saudáveis

É possível utilizar ilusões a nosso favor? Na psicoterapia, é usada uma técnica chamada hipnose em transe profundo. Dessa forma, a mente não distingue a realidade da ilusão. “Pode-se usar essa técnica em várias patologias como tratamento coadjuvante. Por exemplo: nas drogadicções (vícios em drogas), tabagismo, abuso de álcool, podemos modificar o paladar dessas substâncias para auxiliar no tratamento”, explica João Jorge Cabral,  médico, psiquiatra, hipniatra, psicoterapeuta e presidente da Associação Brasileira de Hipnose.

Nos distúrbios alimentares, como a obesidade, se o paciente gosta de alimentos não saudáveis, com esse tipo de hipnose, pode-se modificar esse paladar para alimentos bons para a saúde. “Lógico que não é só isso: temos também que fazer uma regressão buscando a origem da compulsão, que geralmente ocorre na infância por algum tipo de carência”, finaliza João Jorge Cabral.

LEIA TAMBÉM!

TEXTO, ENTREVISTAS e EDIÇÃO: Ricardo Piccinato