Como surgiu o mal, segundo algumas religiões

O que são e de que maneira se manifestam as criaturas malignas que dividem opiniões entre as religiões

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Por Natalia Negretti - 10/10/2016

Foto: Shutterstock Images

Ao redor do mundo muitas religiões contam com seus próprios princípios. Embora várias acreditem em algo que vá ao encontro do bem e da paz, algumas não descartam a hipótese de que o mal está entre nós, inclusive tentando as crenças dos seus fiéis.

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Anjos do mal

O cristianismo, por exemplo, relaciona o início do mal aos anjos que foram expulsos do reino de Deus. Algumas hipóteses apontam que a expulsão ocorreu a partir de uma rebelião originada por pecados cometidos pelos anjos, já outras elencam o ciúme contra os humanos como sendo o motivo da queda.

De acordo com o padre Rubens Miraglia Zani, exorcista da diocese de Bauru, São Paulo, esses anjos que caíram mantiveram a inteligência e passaram a usar essa capacidade para o mal. “Não lhes resta margem para arrependimento e, por consequência, são avessos a Deus e ao seu plano de salvação”, explica.
Uma das passagens bíblicas que relata a presença de demônios está no Evangelho de São Lucas, no qual Jesus se depara com um homem possuído por vários demônios, que se denominam Legião. Jesus, então, realiza o exorcismo desse homem.

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Islamismo e budismo

O diabo cristão é, de certo modo, comparado e descrito similarmente a Íblis, principal demônio conforme o islamismo. Enquanto isso, no budismo, não existe uma criatura suprema, embora haja a figura de Mara, um sujeito que se utiliza da tentação para manipular por meio da ilusão.

Espiritismo

Por outro lado, diversas doutrinas possuem outras visões sobre o que é o mal. Segundo Tatto Savi, professor do Curso de Orientação e Educação de Mediundade (COEM), “só existem as trevas porque não existe a luz, e existe o mal enquanto não existe o bem”, ou seja, os “demônios” são espíritos imperfeitos que cometem hábitos imaturos.

Tatto também se mostra contrário à ideia de que as criaturas malignas sejam anjos que caíram do céu por se rebelarem contra Deus. “Ele não faria alguma coisa que mais tarde se tornaria um demônio. Se Deus soubesse que o anjo viraria um demônio, não o teria criado” comenta.

 

Consultoria: Padre doutor Rubens Miraglia Zani, exorcista da Diocese de Bauru (SP); Tatto Savi, palestrante espírita e professor de Curso de Orientação e Educação de Mediunidade (COEM). Artigo: Os anjos e o código de direito canônico, do Padre Rubens Miraglia Zani.

Texto: Vitor Manfio/colaborador