Superproteção: especialista avalia as atitudes dos pais de protegerem demais as crianças e adolescentes

A superproteção é perigosa e pode causar danos irreversíveis na vida de alguém. Atente-se aos sinais e saiba como não passar dos limites

mãe e filho se abraçando
Foto: iStock.com/Getty Images

Proteger é uma atitude que a maioria dos pais tem com seus filhos, mas e quando isso começa a ficar exagerado, gerando conflitos para ambas as partes? A superproteção pode prejudicar toda a família e tornar-se uma obsessão. Fique atenta aos sinais!

Quando a proteção vira superproteção?

Sofrimento quando eles saem de casa: “é provável que essa mãe tenha suas limitações e dificuldades psicológicas e, portanto, necessita manter seu filho com esse tipo relação. O crescimento emocional se dá de maneira gradual e constante durante cada fase. É importante que os pais passem segurança a cada desafio”, afirma a psicóloga Cristina Moraes Perusi.

Quando ela se intromete demais: “mãe que se mete demais na vida dos filhos, mesmo depois de casados, torna-os dependentes, inseguros e com dificuldade de estabelecer uma vida própria e mais autônoma com seus cônjuges”.

Quando eles precisam de limites: “dizer ‘não’ e dar limites é uma grande demonstração de amor e uma maneira concreta de preparar os filhos para a realidade externa, pois permite que os filhos cresçam com capacidade de tolerar frustrações e com maior estrutura emocional para lidar com a realidade”.

Consequências da proteção extrema: “a superproteção pode ter uma intenção e ser um gesto de amor, mas impede que a criança se perceba capaz de lidar com as situações. E quando mantida, acarreta inseguranças, medos e receios”, avalia a psicóloga.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Cristina Moraes Perusi, psicóloga

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