Você sabe do que se trata o sexto sentido? Não? Descubra!

O que é, o que é: o sexto sentido divide opiniões, intuição, dom ou capacidade de poucos. Será que a ciência pode ter a resposta? Descubra!

sexto sentido-cérebro-mãos
FOTO: Shutterstock Images

No cotidiano, as pessoas costumam se referir ao sexto sentido como aquela sensação de intuição que nos alerta sobre algo antes mesmo de ele acontecer. A velha conhecida frase “Meu sexto sentido diz…” não deixa de ser proferida por aí e, tantas vezes, acaba por confirmar aquilo que aconteceria de fato.

Mistério, capacidade, dom ou percepção extrassensorial? Há várias teorias que procuram validar esse fenômeno, ao mesmo tempo em que outras se sustentam pelo contrário.

 

sexto sentido-cérebro-mãos

FOTO: Shutterstock Images

 

Sexto sentido em Melbourne

Quando uma das alunas do professor Piers Howe da Universidade de Melbourne, na Austrália, afirmou que tinha o sexto sentido aguçado e poderia prever algumas coisas, ele se decidiu: iria desenvolver uma pesquisa para provar, por meio de argumentos científicos, que aquela capacidade a que a aluna se referia não era uma sensibilidade especial.

Howe desenvolveu uma pesquisa publicada em janeiro do ano de 2014, pela revista científica online Plos One, em que afirmou que as pessoas captam sensações ao seu redor o tempo todo, mesmo que não consigam identificar quais foram elas. Para apreender essas sensações, os cinco sentidos que já temos são usados, portanto, não haveria nenhum sentido extra capaz de ajudar essa captação. Seriam informações já capturadas pelos sentidos como visão e audição, mas que não conseguiríamos verbalizar.

O estudo durou um ano e, nos experimentos, Howe fez o seguinte: apresentou pares de fotos de uma mulher a um grupo de 48 pessoas. Porém, a cada par uma característica ia sendo alterada na imagem. Ora o cabelo, os brincos ou batom, ora a roupa, por exemplo. As imagens eram apresentadas bem rapidamente por um segundo e meio, e depois de um segundo outra imagem era colocada ao observador.

 

mulher-sexto sentido-cérebro

FOTO: Shutterstock Images

 

Os participantes, com a rapidez da apresentação de imagens, eram capazes de identificar que alguma mudança havia ocorrido entre uma foto e outra, mas não sabiam dizer o que tinha sido alterado. Para Piers Howe isso deixou claro que a percepção extrassensorial em questão não existe, e que nosso cérebro capta informações o tempo todo, ainda que não consigamos entender bem o que elas significam.

Ele concluiu e descreveu em sua pesquisa que o sexto sentido defendido pela aluna, na verdade, diz respeito às informações suficientes para determinar quando aconteceu uma mudança, mas não suficientes para indicar com precisão que tipo de mudança ocorreu. A pesquisa completa pode ser acessada por meio do link bit.ly/21RBJt0.

 

Sexto sentido: inteligência espiritual?

Para a especialista em desenvolvimento humano Heloisa Capelas, diretora do Centro Hoffman, em São Paulo, as pessoas chamam de sexto sentido o que no centro eles consideram como inteligência espiritual. Ela corresponde à capacidade de intuição e conexão com a energia do universo. Quando acessamos essa inteligência, aumentamos a nossa percepção, a nossa compreensão de fatos e acontecimentos, bem como nossa presença e contribuição nos eventos que nos acontecem. Quando estamos conectados ao universo, deixamos de ser meros espectadores da nossa existência e assumimos o posto de protagonistas”, comenta Heloisa.

 

cérebro-universo-sexto sentido

FOTO: Shutterstock Images

 

Ela ainda explica que o ser humano possui, além da inteligência espiritual, a inteligência intelectual, emocional e corporal, mas, muitas vezes, os estudos só priorizam a inteligência intelectual, marginalizando tudo o que não é plausível de explicação racional.Sendo assim, a imensa maioria de pessoas invalida a inteligência espiritual. Como não se trata de algo que possa ser medido ou precisamente confirmado, muita gente torce o nariz ou ignora essa capacidade por completo. Nós até poderíamos descrevê-la como extrassensorial, afinal, ela transcende as sensações e se manifesta como uma poderosa energia. Mas não há nada de mágico, paranormal ou exclusivo nessa habilidade. Com treino, cada um de nós pode desenvolvê-la e aplicá-la no dia a dia”, orienta Heloisa.

Alguns estudiosos nesse assunto, como a física e filósofa americana Dana Zohar escreveu, alguns anos atrás, o livro QS Inteligência Espiritual, no qual reconhece e valida a inteligência espiritual defendendo que os cientistas descobriram um “Ponto de Deus” no cérebro que nos faz buscar significados para a vida.

Entre os tipos de pensamento há um que busca ressignificar pensamentos anteriores, além de fomentar a criatividade, renovação e, inclusive, é responsável pelos insights. “Dana não foi a primeira e não será a última a pesquisar a Inteligência Espiritual. Aos poucos, na verdade, as pesquisas dão e darão conta de comprovar cada vez mais que temos essa conexão com o universo – e que ela pode ser muito proveitosa em nossas vidas”, finaliza Capelas.

 

LEIA TAMBÉM

 

Texto: Júlia Prado  Edição: Nathália Piccoli

CONSULTORIA: Heloísa Capelas, diretora do Centro Hoffman, em São Paulo.