Sessão pipoca: 5 filmes para você se acabar em lágrimas. Confira!

Você se emociona fácil ao assistir filmes? Que tal fazer uma sessão pipoca esse final de semana para você se acabar em lágrimas? Prepara os lencinhos!

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FOTO: Shutterstock Images
  • Central do Brasil

Central Station (1998)
Diretor: Walter Salles | Com: Fernanda Montenegro, Vinícius de Oliveira e Marília Pêra | Duração: 113 minutos.

 

 

O mais perto que o Brasil chegou de ganhar uma estatueta, tendo sido indicado aos Oscars de Melhor Atriz e Melhor Filme Estrangeiro, Central do Brasil liderou uma nova esperança de que o cinema brasileiro poderia chegar às audiências internacionais.

Sua história triste é calcada em uma parte técnica impecável, com destaque para música e fotografia, que agem para ressaltar ainda mais as emoções que cada personagem transmite em sua jornada e redenção. Fernanda Montenegro mostra-se absoluta na pele da fria Dora, que reencontra sua humanidade e frustrações ao se ver irremediavelmente presa ao menino Josué.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: são os rostos filmados de forma naturalista, as histórias por trás de cada personagem e cada detalhe do enredo e da produção que tornam Central do Brasil tão tocante em sua crueza em mostrar um Brasil que sofre, mas ainda assim que consegue encontrar paixões. Walter Salles tem o mérito de fazer com que cada espectador se encontre em algum ponto do filme, por mínimo que seja.

 

  • A Felicidade Não Se Compra

It’s a Wonderful Life (1946)
Diretor: Frank Capra | Com: James Stewart, Donna Reed e Lionel Barrymore | Duração: 130 minutos.

 

 

Prestes a se suicidar devido aos infortúnios com um rival rico da cidade, George Bailey (James Stewart) recebe a visita de um anjo que há tempos esperava para descer à terra. Esse é o enredo central do filme que, no decorrer dos anos, tornou-se clássico das noites de Natal na tevê.

São de marejar os olhos os flashbacks que mostram como estariam aqueles que George ajudou ao longo da vida e, com a destreza do diretor em conduzir a narrativa, é impossível não se envolver com a história do protagonista.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: James Stewart, no papel principal, dosa jovialidade e impulsividade em um personagem que tinha sonhos que a vida não lhe permitiu cumprir. Mas é mérito do diretor Frank Capra, conhecido pela sua habilidade em comandar seu elenco com precisão, fazer de A Felicidade Não Se Compra um dos grandes filmes que afirmam a fé na humanidade.

 

  • A Lista de Schindler

Schindler’s List (1993)
Diretor: Steven Spielberg | Com: Liam Neeson, Ralph Fiennes e Ben Kingsley | Premiações: Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte e outras quatro estatuetas | Duração: 195 minutos.

 

 

Pouquíssimos filmes retrataram com tanta maestria um dos períodos mais terríveis da História. A combinação de diversos fatores, como a competência do diretor Steven Spielberg – que é judeu –, a ausência de cores, sendo o filme inteiro em preto e branco, e atuações marcantes como a de Liam Neeson, nos leva a um verdadeiro mergulho sentimental no Holocausto nazista.

A atitude do empresário Oskar Schindler de utilizar a competente mão de obra judia em uma fábrica converge ao longo das quase três horas de filme numa tentativa desenfreada de salvar a vida de mais de mil judeus.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: somente uma cor diferente aparece no filme, o vermelho, numa tomada simples e ao mesmo tempo cheia de significados. É a cor do vestido de uma menininha perdida no meio dos nazistas – cor essa que nos faz reconhecer o corpo da garota numa pilha de crianças mortas.

 

  • Rain Man

Rain Man (1988)
Diretor: Barry Levinson | Com: Dustin Hoffman, Tom Cruise e Valeria Golino | Premiações: Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Original | Duração: 133 minutos.

 

 

A premissa é simples: um homem com certo desvio de caráter que se torna uma pessoa mais humanizada ao conviver com alguém especial. Apesar disso, Rain Man consegue contar essa história de modo incrível, graças ao roteiro e às atuações de Tom Cruise, como o inescrupuloso Charlie Babbit, e Dustin Hoffman, brilhante como o autista Raymond.

Acompanhar a metamorfose pela qual os dois personagens passam devido ao sentimento fraternal que desenvolvem é o que mais prende a atenção nas mais de duas horas de filme. O curioso é que a escolha de tornar o personagem Ray um autista foi sugestão do próprio Hoffman ao ler o roteiro. Funcionou perfeitamente.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: as cenas de superação emocionam para valer – especialmente o momento em que Ray permite que Charlie o ensine a dançar, num momento de descoberta para os dois irmãos tão diferentes.

 

  • Um Sonho de Liberdade

The Shawshank Redemption (1994)
Diretor: Frank Darabont | Com: Tim Robbins, Morgan Freeman e Bob Gunton | Duração: 142 minutos.

 

 

A trajetória de Andy Dufresne (Tim Robbins), encaminhado para a prisão de Shawshank após ser acusado (e condenado) pelo assassinato de sua esposa e do amante dela, é constantemente classificada como filme favorito de muita gente. O motivo? A sutileza com que Frank Darabont retrata o dia a dia atrás das grades.

Um Sonho de Liberdade serve como um digno tratado sobre a liberdade humana e a esperança, e expõe um retrato completo a respeito do que a prisão faz com os homens condenados a uma vida de privações. A voz firme de Morgan Freeman narrando os percalços, diversões e a própria corrupção na cadeia também conta pontos a favor.

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FOTO: Reprodução

 

Ponto alto: a cena em que Andy põe para tocar, no alto-falante da sala do diretor, a ópera Duettino Sull’aria, de Mozart. Todos na prisão param imediatamente para contemplar a beleza do som e da melodia.

 

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Texto: Redação Alto Astral  Edição: Nathália Piccoli