Sintomas do autismo: saiba quais são os principais

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O autista não apresenta nenhuma anomalia física, passível de identificá-lo apenas pela aparência, como a Síndrome de Down. São características do comportamento que entregam o quadro. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode manifestar os sintomas logo nos primeiros meses de vida de forma leve, moderada ou grave, mas não costuma ser identificado nesse período.

Há algumas semelhanças entre os indivíduos com autismo, contudo, elas podem mudar com o tempo, quando há o acompanhamento de profissionais habilitados que estimulam as áreas afetadas pelo transtornos.

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FOTO: Shutterstock.com

Confira os principais sintomas:

1 • dificuldades persistentes de se comunicar e de interagir socialmente. “A criança pode ter atraso para adquirir a fala ou não conseguir falar. Da mesma forma, pode apresentar dificuldade de se comunicar mesmo por gestos ou entender o que está acontecendo em um contexto social específico (por exemplo, ter dificuldade de reconhecer expressões das faces relacionadas com alegria ou tristeza)”, elucida a neurologista Ana Carolina Coan;

2 • dificuldade de manter relacionamentos de amizade;

3 • movimentos estereotipados, isto é, padrões restritos e repetitivos de interesses e de atividades. Por exemplo: passar horas em uma mesma atividade, usar sempre o mesmo tipo de roupa ou comer o mesmo tipo de alimento, movimentos ou vocalizações repetitivas, como abanar as mãos, repetir várias vezes a mesma palavra ou um mesmo som. “Elas ainda apresentam uma grande necessidade de se manter em uma mesma rotina, podendo apresentar muita dificuldade de mudanças no dia a dia”, ressalta a neurologista.

Nada de outro mundo

É comum ouvir que “o autista vive em um mundo à parte”. Essa afirmação, além de bastante excludente, é equivocada. É verdade que, devido às alterações neurológicas típicas do transtorno, o autista pode apresentar alterações sensoriais e na captação de estímulos no ambiente em que está. Porém, isso não significa que ele não tenha conexões com a realidade.

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Texto e entrevista: Natália Negretti/Colaboradora – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Ana Carolina Coan, neurologista do Departamento de Neurologia Infantil da Academia Brasileira de Neurologia (ABN)