Outubro Rosa: como realizar o autoexame de cancro da mama

Quanto antes, melhor! A identificação precoce do câncer de mama é uma grande aliada na cura da doença; veja como fazer

Se toca! Apalpar os seios é uma forma de identificar o câncer de mama
Se toca! Apalpar os seios é uma forma de identificar o câncer de mama - Shutterstock

por Thaís Lopes Aidar
Publicado em 18/10/2021 às 18:00
Atualizado às 18:00

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A campanha Outubro Rosa visa divulgar três pilares muito importantes para o combate do câncer de mama: prevenção, detecção e autoconhecimento do corpo. Isso porque a época do diagnóstico é um fator determinante nas chances de cura, que vai sendo reduzida conforme o avanço do cancro. 

Segundo a mastologista Monique Valois, especialista do Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" (CEJAM), o autoexame na mama é também um ato de autocuidado. “Este é um movimento que coloca a saúde da mama em evidência, levando as mulheres a dedicarem um tempo para olhar para si”, aponta. 

Além disso, Monique relembra que as mamas podem ser apalpadas no banho, durante a troca de roupa e até mesmo na frente do espelho. Ela ressalta que o importante é estar confortável e realizar essa prática, independentemente da idade. 

Se toque! 

Outro ponto destacado pela médica é sobre o real sentido de tocar os seios. “Quando o nódulo chega a uma dimensão em que pode ser apalpado, é um sinal de que poderia ter sido diagnosticado precocemente. A finalidade principal de se apalpar não é a detecção prévia do cancro, mas sim a identificação de possíveis alterações na região mamária”, esclarece. 

Portanto, fique alerta se notar alguma dessas alterações na região: nódulos endurecidos na mama, vermelhidão, retrações ou alterações na textura da pele e secreções sanguinolentas do mamilo. Nesses casos, a mastologista orienta buscar ajuda imediatamente, uma vez que tais sinais podem ser indícios do câncer de mama, mas somente um profissional capacitado poderá diagnosticá-lo. 

ONG Orientavida

A ONG Orientavida vem promovendo a campanha Pense Rosa, que ajuda mulheres que estão na fila de espera do SUS (Sistema Único de Saúde) a realizarem mamografias. A cada 12 pulseiras vendidas no site da ONG, a venda é revertida em um combo de diagnóstico de câncer de mama. Até agosto deste ano, 11 mil mamografias foram realizadas. A meta da ONG Orientavida é atingir 15 mil até dezembro de 2021. Participe!

Fonte: Monique Valois, mastologista do Hospital Dia Campo Limpo, administrado pelo Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" (CEJAM).

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