Outubro Rosa: brasileira é indicada a prêmio internacional pelo combate ao câncer de mama

A mastologista Maira Caleffi é destaque na premiação ao lado do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Mais: novos dados sobre o câncer de mama

Maira Caleffi atua há 30 anos como voluntária no combate ao câncer de mama
Maira Caleffi atua há 30 anos como voluntária no combate ao câncer de mama - Divulgação / Foto: Lenara Petenuzzo

por Thaís Lopes Aidar
Publicado em 01/10/2021 às 13:00
Atualizado às 13:00

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Presidente voluntária do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama), a
mastologista Maira Caleffi foi reconhecida pela sua atuação no combate contra o
câncer de mama. Indicada ao prêmio dedicado às pessoas da sociedade civil que
trabalham ao longo da vida pelo combate da doença pela União para o Controle
Internacional do Câncer (UICC), a brasileira concorre ao lado do presidente norte-
americano, Joe Biden.

“Eu estou muito feliz com a nominação deste prêmio internacional. É um
reconhecimento por todo o trabalho de conscientização do câncer de mama que tem
sido feito pelo Instituto aqui no Sul, mas também para todas as ONGs associadas à
Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama
(Femama), no Brasil”, agradeceu a médica.

Além dos 30 anos atuando no voluntariado gaúcho, a especialista também atua na
liderança do Comitê Executivo do C/Can (City Cancer Challenge), uma ONG
internacional que trabalha para fortalecer os sistemas de saúde no tratamento de
todos os tipos de cânceres.

Maira relembra ainda que o câncer de mama é um problema grave de saúde pública
e nós precisamos, mais do que nunca, trazer essa pauta para a discussão nesse
cenário pós-pandêmico, no qual muitas pacientes acabaram adiando os exames
preventivos e cuidados.

Câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer, o tumor mamário
maligno ainda é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres e figura em
primeiro lugar entre quatro das cinco regiões do país, perdendo apenas para o
câncer do colo do útero, no Nordeste.

Ainda de acordo com os números divulgados pela entidade em uma pesquisa de
2020, estima-se que sejam registrados, aproximadamente, 66.280 mil casos de
câncer de mama apenas neste ano, o que equivale a cerca de 43,74 mulheres
acometidas pela doença dentre um grupo de 100 pacientes. Outro ponto destacado
nas pesquisas do INCA, de 2021, é sobre a regionalidade: sul e sudeste
apresentam as taxas mais elevadas.

Outubro rosa relembra a importância do autoexame

O Ministério da Saúde destaca em suas ações de controle e combate ao câncer, em
parceria com o INCA, que o principal sintoma do câncer de mama é o aparecimento
de um nódulo duro, irregular e, geralmente, indolor. No entanto, isso não é um
padrão e a doença pode se manifestar de formas variadas.

Portanto, lembre-se de realizar o autoexame nos seios e manter as consultas e
checapes em dia. Se diagnosticada precocemente, a condição poderá ser tratada
de maneira mais efetiva e com um maior índice de cura. Estamos juntas nessa luta!

ONG Orientavida

A ONG Orientavida vem promovendo a campanha Pense Rosa, que ajuda mulheres que estão na fila de espera do SUS (Sistema Único de Saúde) a realizarem mamografias. A cada 12 pulseiras vendidas no site da ONG, a venda é revertida em um combo de diagnóstico de câncer de mama. Até agosto deste ano, 11 mil mamografias foram realizadas. A meta da ONG Orientavida é atingir 15 mil até dezembro de 2021. Participe!

Fontes: Maira Caleffi, médica especialista em mastologia, presidente do Instituto da
Mama do Rio Grande do Sul (Imama) e líder do Comitê Executivo do C/Can (City
Cancer Challenge); Instituto Nacional do Câncer (INCA); e Ministério da Saúde.

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