Nutricionistas alertam sobre piores e melhores dietas para o emagrecimento

Segundo as especialistas, “as piores dietas são aquelas que acontecem sem acompanhamento nutricional consciente”

Será que você está fazendo a dieta certa para o emagrecimento?
Será que você está fazendo a dieta certa para o emagrecimento? - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 24/03/2022 às 16:00
Atualizado às 16:00

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Entre todas promessas realizadas no Ano Novo, com certeza a de perda de peso estava entre as principais. O problema é quando essa atitude não vem acompanhada de uma mudança de hábito, algo muito frequente, quando falamos de "dietas milagrosas da internet". Essas receitinhas são verdadeiras ciladas e estão por aí, em todo lugar.

E o pior: colocando a vida de pessoas em risco, sabia? Pois é. Mas já que essas promessas milagrosas não funcionam, qual a melhor estratégia para emagrecer? E principalmente: quais são as piores e melhores dietas a se seguir?

De acordo com professoras de Nutrição, Fernanda Galante e Cinthia Perine, dentro do processo de emagrecimento, as piores dietas são aquelas que acontecem sem acompanhamento nutricional consciente, ou seja, aquelas que as pessoas seguem porque alguma celebridade fez ou pesquisou na internet e encontrou as dietas que prometem perda de peso em poucos dias.

A melhor forma de emagrecer saudável é com orientação do nutricionista, assim o profissional montará um plano alimentar em conjunto com o paciente de acordo com suas escolhas, dificuldades e intolerâncias alimentares, pensando na mudança de hábito para sua vida, evitando dietas rígidas com inúmeras restrições, pois em algum momento existe uma grande chance do reganho de peso se não houver uma conscientização da relação emoção x comportamento alimentar x reeducação alimentar”, explicam as nutricionistas.

Dietas sem carboidrato

Outra modalidade de dieta que se popularizou pela internet foram as sem carboidrato. No entanto, as especialistas alertam que existem outras maneiras de obter o emagrecimento, de forma mais saudável: “O plano alimentar deve ser baseado no diagnóstico nutricional de cada caso específico, com avaliação dos hábitos do paciente, sinais e sintomas, resultados de exames bioquímicos, e a maneira como este indivíduo encara seus desafios. Além disso, antes de tudo ter uma postura empática e de escuta ativa, ao invés de ter um comportamento punitivo e de autoridade”, ressaltam.

Fernanda e Cinthia acrescentam ainda que entre os maiores mitos e ciladas que as pessoas caem nas dietas são: “se não comer carboidrato vou emagrecer”, “se fizer dieta low carb vou emagrecer”, “se fizer dieta detox vou emagrecer”, “consumir mais gordura e proteína me fará emagrecer”, “fazer jejum me fará emagrecer”. Ou seja, no processo de emagrecimento as coisas não funcionam desse jeito, viu?

Para emagrecer de forma saudável, as nutricionistas orientam que a melhor jeito de ter uma alimentação eficaz é comendo de tudo, mas com atenção às porções, e observando tudo o que envolve este processo, como: emoções, tédio, frustração, tristeza, raiva e autopunição. Até porque, estes pontos também são importantes de serem detectadas nos momentos da alimentação.

Outros ponto importante dentro do processo de reeducação alimentar é a inclusão de mais alimentos, em vez de apenas excluir. Nesse sentido, descascar mais e desembalar menos, incluir alimentos in natura, dar grande importância para mastigação, reduzir alimentos processados, e claro, seguir sempre as orientações do seu nutricionista.

Confira mais dicas para um emagrecimento saudável:

Além de parar de seguir dietas milagrosas da internet, é válido que você adeque a sua alimentação de forma que ela fique mais rica de nutrientes. Por isso, Fernanda e Cinthia separaram algumas dicas para quem está focado a perder peso. Confira:

  • Comer alimentos ricos em carboidrato, preferencialmente de índice glicêmico mais baixo como o arroz cateto integral, quinoa grão, inhame, batata doce;
  • Incluir alimentos ricos em gorduras boas: abacate, azeite, castanhas em geral;
  • Comer proteínas de boa qualidade: peixes em geral;
  • Reduzir embutidos e gorduras saturadas: bacon, presunto, salame, linguiça, salsicha etc;
  • Aumentar o consumo de água;
  • Comer pelo menos 3 frutas ao dia;
  • Incluir vegetais verdes escuros diariamente;
  • Incluir chás feitos com plantas medicinais;
  • Incluir cereais integrais tais como: aveia, farelos e farinhas ricas em fibras para serem consumidos no dia a dia (sendo incluídos em receitas ou consumidos com frutas etc);
  • Incluir temperos naturais;
  • Reduzir o consumo de frutose presente em caldas, geleias de baixa qualidade e sucos prontos.

Por fim, as professoras de nutrição também destacam que a consulta com um nutricionista é indispensável pois esse profissional pode adequar as orientações de alimentação levando cada caso em consideração.

“Além da alimentação, é interessante alinhar esse processo de emagrecimento com a prática de atividade física, um psicólogo para trabalhar questões mais desafiadoras e médicos para avaliação dos riscos à saúde do paciente relacionados à presença de obesidade”, concluem as especialistas.

Fonte: Fernanda Galante e Cinthia Perine, professoras de Nutrição da Cruzeiro do Sul.

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